Resumo
Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico, quantitativo, descritivo e retrospectivo, com base em dados secundários obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram incluídas notificações confirmadas e suspeitas de intoxicação por raticidas, analisando-se variáveis como ano da notificação, sexo, faixa etária, circunstância da exposição e evolução clínica. Resultados: Os resultados mostraram variações no número de casos ao longo do período, com pico em 2019 e aumento significativo em 2024 (124 notificações). A maioria das intoxicações ocorreu por tentativa de suicídio (516 casos), seguida de exposições acidentais (128 casos). A faixa etária mais acometida foi de 20 a 39 anos (256 notificações), com predominância do sexo feminino (58%). A maior parte dos casos evoluiu para cura sem sequela (556), embora tenham sido registrados 22 óbitos. Belém e Marabá concentraram os maiores números de casos. Conclusão: Conclui-se que as intoxicações por raticidas no Pará apresentam forte associação com tentativas de autolesão, afetando principalmente mulheres e adultos jovens, o que evidencia a necessidade de políticas públicas voltadas à saúde mental, regulamentação rigorosa da comercialização e campanhas educativas sobre o uso seguro desses produtos.
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