Resumo
Objetivo: Comparar o perfil de idosos usuários e não-usuários de benzodiazepínicos em Anápolis, avaliando qualidade de vida, funcionalidade cognitiva e capacidade funcional como determinantes do envelhecimento ativo. Métodos: Estudo transversal, descritivo e quantitativo conduzido com 36 idosos (≥60 anos) em Anápolis, Brasil. Os participantes foram divididos em usuários e não-usuários de benzodiazepínicos. Foram aplicados instrumentos padronizados para avaliar qualidade de vida (WHOQOL-bref), funcionalidade (Escalas de Katz e Lawton), sintomatologia depressiva (GDS-15, HAM-D), ansiedade (GAD-7), cognição (MoCA) e risco de quedas (Escala de Morse). Os dados foram comparados entre os grupos utilizando o teste exato de Fisher-Freeman-Halton. Resultados: A prevalência de uso de benzodiazepínicos foi de 36,1% (n=13). Comparados aos não-usuários, os usuários apresentaram comprometimento significativo na funcionalidade para atividades básicas (p=0,005) e instrumentais (p=0,003) de vida diária. Observou-se maior frequência de alterações depressivas no grupo de usuários (p<0,001), bem como escores inferiores no domínio físico da qualidade de vida (p=0,058). Não foram identificadas diferenças estatisticamente significantes quanto à ansiedade (p=0,610), risco de quedas (p=0,214) ou função cognitiva (p=0,114). Conclusão: O uso crônico de benzodiazepínicos em idosos associa-se a prejuízos relevantes em domínios funcionais, comportamentais e psicossociais, refletindo impacto negativo sobre a qualidade de vida.
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