Resumo
Objetivo Caracterizar o perfil clínico-epidemiológico de pacientes submetidos à hepatectomia eletiva e avaliar as estratégias anestésicas adotadas em um hospital de referência em Belém, Pará. Métodos Estudo observacional, retrospectivo e descritivo, incluindo pacientes submetidos à hepatectomia eletiva (CID-10: K76.9) entre janeiro de 2022 e janeiro de 2025, por meio de revisão de prontuários eletrônicos. Resultados: A amostra incluiu 57 pacientes, com distribuição equilibrada entre os sexos e predominância de faixas etárias intermediárias e avançadas. Houve prevalência de indivíduos pardos, solteiros e provenientes do interior. A maioria apresentou ASA II, negando tabagismo e etilismo. O tempo cirúrgico variou entre 160 e 259 minutos, com maior uso de anestesia geral balanceada associada à peridural. Alterações hematológicas e de coagulação foram observadas, reforçando a importância do monitoramento pré-operatório rigoroso. No pós-operatório, 78,9% foram encaminhados à UTI, e 31,6% apresentaram complicações. As comorbidades mais frequentes foram cardiovasculares e metabólicas, com prevalência de sobrepeso e eutrofia. Conclusão: Os pacientes apresentaram predominância de doenças malignas associadas a comorbidades cardiometabólicas, refletindo a transição epidemiológica regional. O manejo perioperatório demonstrou adesão a boas práticas anestésico-cirúrgicas, reforçando a necessidade de protocolos estruturados de otimização e acompanhamento pós-operatório para melhores desfechos clínicos.
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