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Abuso de psicoestimulantes em estudantes de medicina versus o diagnóstico de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade
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Palavras-chave

Estudantes de medicina
Psicoestimulantes
Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade
Saúde mental
Transtornos relacionados ao uso de substâncias

Como Citar

Abuso de psicoestimulantes em estudantes de medicina versus o diagnóstico de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. (2026). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 26(2), e22832. https://doi.org/10.25248/reas.e22832.2026

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Resumo

Objetivo: Analisar a prevalência do uso de psicoestimulantes entre estudantes de Medicina e sua relação com o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, no contexto de um curso de alta demanda acadêmica. Métodos: Estudo observacional, transversal e quantitativo, realizado com 143 estudantes do 1º ao 8º período de Medicina. Utilizou-se um questionário sociodemográfico e clínico para investigar o uso de diferentes estimulantes (bebidas cafeinadas, energéticos e psicoestimulantes) e diagnósticos psiquiátricos autorreferidos. O rastreio de TDAH foi conduzido por meio da versão brasileira da Adult Self-Report Scale (ASRS-18). Os dados foram analisados por estatística descritiva e por testes de associação, empregando-se o teste exato de Fisher, com nível de significância de 5%. Resultados: Verificou-se que 52,6% dos estudantes com TDAH faziam uso de psicoestimulantes, enquanto apenas 0,8% dos estudantes sem TDAH relataram esse uso, resultando em associação altamente significativa (p < 0,0001). Conclusão: O uso de psicoestimulantes concentrou-se predominantemente em estudantes com TDAH, sugerindo alinhamento relativo às indicações clínicas, mas também a necessidade de monitoramento sistemático, educação em saúde e oferta de apoio psicopedagógico para manejo do estresse acadêmico e da saúde mental nesta população.

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