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Perfil epidemiológico dos acidentes ofídicos no Brasil de 2012 a 2022
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Palavras-chave

Serpentes
Animais peçonhentos
Picada de cobra
Doença negligenciada
Epidemiologia

Como Citar

Perfil epidemiológico dos acidentes ofídicos no Brasil de 2012 a 2022. (2026). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 26(3), e23182. https://doi.org/10.25248/reas.e23182.2026

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Resumo

Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico e clínico dos acidentes ofídicos registrados no Brasil entre 2012 e 2022. Métodos: Estudo descritivo e analítico fundamentado em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), abrangendo o território brasileiro. Resultados: Registraram-se 277.394 acidentes (média de 25.217,6/ano), com 80% dos casos causados pelo gênero Bothrops, concentrados nas regiões Norte e Nordeste. O perfil das vítimas revelou predominância do sexo masculino (77%) e faixa etária entre 20 e 39 anos (34%). A maioria dos pacientes recebeu atendimento precoce e soroterapia adequada, o que foi decisivo para o desfecho favorável e aumento das chances de cura, apesar do risco inerente de sequelas incapacitantes e óbitos. Conclusão: O estudo demonstra que, embora o Brasil seja um dos poucos países a fornecer o soro antiofídico gratuitamente pela rede pública, o ofidismo permanece como um problema não erradicável. A redução de seus impactos depende da integração entre evidências científicas e políticas públicas regionalizadas. Apesar das limitações ligadas à subnotificação e ao preenchimento incompleto de fichas, os resultados corroboram a literatura e subsidiam o aprimoramento da vigilância em saúde.

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