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Impacto da estrutura etária nos custos hospitalares das doenças cerebrovasculares
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Palavras-chave

Doenças cerebrovasculares
Hospitalização
Custos hospitalares
Sistema Único de Saúde
Estudos de séries temporais
Epidemiologia

Como Citar

Impacto da estrutura etária nos custos hospitalares das doenças cerebrovasculares. (2026). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 26(4), e23489. https://doi.org/10.25248/reas.e23489.2026

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Resumo

Objetivo: Caracterizar o perfil clínico epidemiológico e analisar a tendência temporal das internações por Doenças Cerebrovasculares (DCBV), bem como do valor de reembolso do SUS referente ao atendimento hospitalar prestado, em um hospital público de Minas Gerais, no período de 2014 a 2024. Métodos: Estudo observacional retrospectivo com séries temporais do SIH/SUS, incluindo 3.519 internações por DCBV (CID-10 I60-I64, I67.3-9, I69.0-4,8) em Uberlândia-MG. Variáveis demográficas (sexo, raça, idade), assistenciais (permanência, UTI, óbito) e financeiras (reembolso SUS) estratificadas por subtipo etiológico e faixa etária. Análises: testes de tendência Mann-Kendall e Dickey-Fuller, comparativos Mann-Whitney e qui-quadrado de independência, executados em Python 3.14. Resultados: Idosos representaram 57,9% (n=2.038), predominando em DCBVNE (67,4%) e DCBVI (63,6%). Assim, DCBVH destacou-se pela gravidade, com letalidade 24,9% (n=357), permanência 14,74 dias e UTI 6,03 dias. Ademais, tendência foi mais acentuada nos idosos (τ=0,6456; p<0,001) versus adultos (τ=0,4863; p<0,001). Portanto, reembolsos SUS cresceram 150% (R$85,9M - R$215,8M), concentrados em idosos (R$798,6M; 47,4%) e DCBVH (R$1,11B; 66,1%). Conclusão: O envelhecimento populacional impulsiona o aumento exponencial de internações e custos SUS por DCBV, especialmente hemorrágicas de alta gravidade, demandando planejamento assistencial preventivo e políticas públicas direcionadas.

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