Resumo
Objetivo: Analisar a distribuição regional, o perfil dos profissionais, os custos e as taxas populacionais das teleconsultas especializadas realizadas no Brasil entre 2021 e 2024. Métodos: Estudo quantitativo, epidemiológico, descritivo e de série temporal, com dados do Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde (SIA/SUS), disponibilizados pelo DATASUS. Foram analisadas teleconsultas médicas e de outros profissionais de nível superior segundo macrorregião, unidades da federação, custos e taxas por 100 mil habitantes. Resultados: Foram registradas 3.446.010 teleconsultas, com redução em 2022, recuperação em 2023 e pico em 2024 (1.098.996). As regiões Norte (+181,9%) e Nordeste (+202,8%) apresentaram maior crescimento, enquanto Sudeste e Sul tiveram redução relativa. Médicos (1,3 milhão) e enfermeiros (700,7 mil) concentraram os atendimentos, com tendência de equilíbrio entre profissionais médicos (49,1%) e não médicos (50,9%) em 2024. Os custos totalizaram R$ 26,5 milhões, concentrados no Sudeste. As taxas populacionais evidenciaram expansão desigual, com destaque para Alagoas e Piauí. Conclusão: A telessaúde consolidou-se como estratégia relevante na atenção especializada do SUS, com potencial para ampliar o acesso e reduzir desigualdades, embora sua sustentabilidade dependa de financiamento, governança digital e infraestrutura.
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