Resumo
Objetivo: Analisar o perfil clínico, socioeconômico e obstétrico das gestantes atendidas no ambulatório e na urgência obstétrica de uma maternidade pública de referência em alto risco, no estado do Piauí. Métodos: Tratou-se de um estudo transversal, retrospectivo e descritivo, de dados secundários levantados de prontuários de gestantes atendidas no setor de admissão da urgência obstétrica e no ambulatório de pré-natal de um hospital de referência de Teresina-PI. Foram coletados 387 prontuários, cujos dados foram analisados por meio de estatística descritiva. Resultados: Observou-se predominância de gestantes jovens, pardas, solteiras, com baixa escolaridade, renda inferior a um salário-mínimo e economicamente inativas. Clinicamente, as principais comorbidades foram pré-eclâmpsia, diabetes mellitus gestacional, hipertensão arterial crônica, obesidade e infecção do trato urinário. As variáveis “renda familiar” e “ocupação” apresentaram associação estatisticamente significativa com a presença de comorbidades. Conclusão: A vulnerabilidade social exerce papel central nos agravos relacionados à gestação de alto risco, sendo determinante para desfechos obstétricos negativos. Os achados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à ampliação do acesso aos serviços de saúde e à integração entre os setores de saúde, educação e assistência social.
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