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Doenças parasitárias em territórios invisíveis: uma análise espaço-temporal em Pernambuco
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Palavras-chave

Doenças parasitárias
Esquistossomose
Estudos de séries temporais
Quilombolas
Análise espacial

Como Citar

Doenças parasitárias em territórios invisíveis: uma análise espaço-temporal em Pernambuco. (2026). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 26(7), e23924. https://doi.org/10.25248/reas.e23924.2026

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Resumo

Objetivo: Analisar a ocorrência, distribuição espacial e tendência temporal da esquistossomose e das geo-helmintíases em comunidades quilombolas de Pernambuco, no período de 2005 a 2023. Métodos: Trata-se de um estudo ecológico analítico, de série temporal onde foram analisadas as comunidades quilombolas. Foram utilizadas como fontes de dados os registros do Sistema de Informação do Programa de Vigilância e Controle da Esquistossomose e Sistema de Localidades da Secretaria Estadual de Saúde do Estado de Pernambuco. Utilizou-se os softwares Python, ArcGis e QGis 3.40.6. Resultados: Foram registrados 894 casos de Schistosoma mansoni e 895 de geo-helmintíases sendo: Ascaris lumbricoides (477), Trichuris trichiura (378), Ancilostomídeos (40), distribuídas em 16 comunidades quilombolas do estado. A comunidade Trigueiros apresenta o maior número absoluto de casos, com predomínio de S. mansoni. A análise espaço-temporal identificou aglomerados de risco para esquistossomose e geo-helmintíases nas regiões da Mata Pernambucana e do Agreste Pernambucano, com destaque para os municípios de Passira e Garanhuns. Conclusão: Os achados deste estudo indicam a persistência da esquistossomose e das geo-helmintíases como problemas de saúde pública fortemente marcados por desigualdades sociais, territoriais e étnico-raciais.

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