Resumo
Objetivo: Avaliar se a exposição a queimaduras solares na infância está associada ao aumento do risco de desenvolvimento de neoplasias cutâneas em comparação com indivíduos com baixa ou nenhuma exposição solar nesse período. Métodos: Revisão sistemática da literatura conduzida segundo o protocolo PRISMA. A pergunta foi estruturada pela estratégia PICO, tendo crianças como população, queimadura solar como exposição e neoplasias cutâneas como desfecho. As buscas foram realizadas nas bases PubMed/MEDLINE, CAPES, ScienceDirect, EBSCOhost e BVS, com descritores “Skin neoplasm”, “Sunburn” e “Child”, incluindo estudos publicados entre 2021 e 2026, em inglês e português. A seleção ocorreu em três etapas (título, resumo e texto completo), com dupla revisão independente e uso do Rayyan. A qualidade metodológica foi avaliada pela escala de Jadad e pela Newcastle-Ottawa Scale. Resultados: Foram incluídos oito estudos. Observou-se associação consistente entre queimaduras solares na infância e maior risco de melanoma e outras neoplasias cutâneas, além de relação com maior número de nevos melanocíticos. Também foram identificadas intervenções educativas eficazes na melhora de comportamentos de fotoproteção em crianças e adolescentes. Considerações finais: Há associação consistente entre queimaduras solares na infância e aumento do risco de neoplasias cutâneas, embora limitações metodológicas e heterogeneidade dos estudos restrinjam inferências causais.
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