Resumo
Objetivo: Analisar os determinantes da adesão a planos de saúde privados no Brasil, examinando como características socioeconômicas, demográficas e de saúde influenciam a probabilidade de um indivíduo ser beneficiário da saúde suplementar. Métodos: Adota-se uma abordagem quantitativa e explicativa, baseada nos microdados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, do IBGE, com aplicação de um modelo de regressão logística (Logit) para estimar os efeitos marginais das variáveis explicativas sobre a probabilidade de adesão a plano de saúde. Resultados: Os achados indicam que renda, escolaridade e vínculo formal de trabalho aumentam significativamente a probabilidade de possuir plano de saúde, evidenciando o papel central dos planos empresariais na cobertura privada. Observam-se também disparidades regionais, com menor probabilidade de adesão nas regiões Norte e Nordeste. Conclusão: As evidências sugerem que o mercado de saúde suplementar reproduz desigualdades socioeconômicas e territoriais no acesso à saúde, além de apontar para possíveis efeitos de seleção adversa, uma vez que indivíduos com doenças crônicas apresentam maior probabilidade de adesão a planos privados, o que pode refletir tanto maior necessidade de cuidados quanto maior acesso a diagnósticos no setor suplementar.
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