Resumo
Objetivo: Desenvolver e avaliar um aplicativo em saúde mHealth com base em evidências para auxiliar o manejo clínico das cefaleias na Atenção Primária à Saúde (APS). Métodos: Trata-se de um estudo metodológico focado na construção de uma ferramenta digital voltada a médicos da APS. A amostra por conveniência incluiu 10 preceptores e 10 residentes de Medicina de Família e Comunidade (MFC), sendo excluídos aqueles que não completaram o instrumento de avaliação. A usabilidade foi verificada por meio de um questionário fundamentado na System Usability Scale (SUS). Resultados: A coleta de dados via Google Forms resultou em uma pontuação média de 79,6 na escala SUS. Tal índice classifica o aplicativo na faixa de excelência (74-85), evidenciando alta aceitação e funcionalidade entre os usuários. Contudo, alguns aspectos da ferramenta necessitam de melhorias, visto que parte dos juízes avaliadores demonstraram incertezas em relação ao grau de confiabilidade e complexidade do aplicativo. Conclusão: O aplicativo mhealth foi avaliado de forma positiva, demonstrando-se como uma boa ferramenta de suporte à decisão da conduta clínica.
Referências
AGUIAR M, et al. MHealth apps using behavior change techniques to self-report data: Systematic review. JMIR mHealth and uHealth, 2022; 10( 9): e33247.
ALVES LFPA, et al. Desenvolvimento e validação de aplicativo para autocuidado de pacientes com diabetes mellitus tipo 1. Ciência & Saúde Coletiva, 2021; 26(5): 1801-1814.
ANDRADE LP, et al. Evaluation of usability of a neonatal health information system according to the user´s perception. Revista Paulista de Pediatria, 2019; 37(1): 90–96.
ARAFEH IA. Headache and psychological comorbidities: An appraisal of the evidence. Journal of clinical medicine, 2023; 12(7): 2683.
CARVALHO RO. Headache map: um aplicativo interativo de diagnóstico, mapeamento e seguimento de cefaleias. Tese de Mestrado (Mestrado Profissional em Tecnologia Minimamente Invasiva e Simulação na Área de Saúde) – Centro Universitário Christus, Fortaleza, 2024; 15p.
DIAS DSR, et al. Cefaleias primárias: revisão da literatura. Brazilian Journal of Development, 2022; 8(4): 24671–24678.
DUFF IT , et al. Clinical efficacy of auricular vagus nerve stimulation in the treatment of chronic and acute pain: A systematic review and meta-analysis. Pain and therapy, 2024; 13(6): 1407–1427.
FERAUCHE TMY, et al. Desenvolvimento do método para avaliação de aplicativos móveis em saúde. Journal of health informatics, 2024; 16(Especial).
FRAVAT CMN. Mapeamento de aplicativos de smartphones direcionados ao paciente para tratamento da dor disponíveis no Brasil: uma revisão sistemática. Trabalho de conclusão de curso [Curso de Fisioterapia] - Instituto Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024; 12p.
HERNANDEZ J, et al. Headache disorders: Differentiating primary and secondary etiologies. Journal of integrative neuroscience, 2024; 23(2): 43.
INTERNATIONAL HEADACHE SOCIETY. Classificação internacional das cefaleias (ICHD-3). 3. ed. Tradução da Sociedade Brasileira de Cefaleia. 2018. Disponível em: https://ihs-headache.org/wp-content/uploads/2021/03/ICHD-3-Brazilian-Portuguese.pdf. Acesso em: 21 abril 2026.
KUNER R, KUNER T. Cellular circuits in the brain and their modulation in acute and chronic pain. Physiological reviews, 2021; 101(1): 213–258.
LIU Q, et al. Telemedicine efficacy and satisfaction of patients and headache specialists in migraine management. Frontiers in molecular neuroscience, 2023; 16: 1093287.
MAREGO LL, et al. Mobile technologies in healthcare: reflections on development, application, legal aspects, and ethics. Pan American Journal of Public Health, 2022; 46: 37.
NEEB L, et al. Digitalization in headache therapy. Schmerz (Berlin, Germany),2020; 34(6): 495–502.
NICHIATA LYI, PASSARO T. MHealth e saúde pública: a presença digital do Sistema Único de Saúde do Brasil por meio de aplicativos de dispositivos móveis. Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde: RECIIS, 2023; 17(3).
NONATO MR, et al. Validação e usabilidade de ferramenta mHealth sobre transtornos de aprendizagem. Psicopedagogia, 2023; 40(123): 303–312.
OLIVEIRA EN, et al. Validação de aplicativos no contexto da saúde: revisão integrativa. Research, Society and Development, 2021; 10(15): e201101522847.
RAFFAELLI B, et al. Health equity, care access and quality in headache - part 2. The Journal of Headache and Pain, 2023; 24(1): 167.
RAMOS GFS, et al. Validação de aplicativo móvel para controle de infecções em saúde. Journal of Health Informatics, 2025; 17(1): 1407.
REBOUÇAS JUNIOR HJR, SOUSA MNA. Aplicativo mHealth na conduta de dores lombares na atenção primária. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2025; 25(6): e20738.
RIDDER DD, et al. The anatomy of pain and suffering in the brain and its clinical implications. Neuroscience and biobehavioral reviews, 2021; 130: 125–146.
SALOMÉ GM, et al. Desenvolvimento e validação de um aplicativo móvel: Simplifica EPI. Revista Saúde (Santa Maria), 2023; 49(2): e72077.
SILVA MCSC, et al. Tecnologia móvel no tratamento das anomias: revisão sistemática. CoDAS,2021; 33(5): e20200142.
SPECIALI JG, et al. Protocolo Nacional Para Diagnóstico e Manejo Das Cefaleias Nas Unidades de Urgência Do Brasil, 2018. Disponível em: https://sbcefaleia.com.br/images/file%205.pdf. Acesso em: 15 maio 2026.
WIPPOLD II FJ, et al. Evaluation of headache in adults. UpToDate, 2024. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/evaluation-of-headache-in-adults. Acesso em: 15 maio 2026.
