Resumo
Objetivo: Descrever o perfil sociodemográfico, de saúde e comportamental, estimar a prevalência de diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e identificar fatores associados em usuários da Atenção Primária à Saúde (APS). Métodos: Estudo transversal com indivíduos selecionados a partir de registros da APS. Estimou-se a prevalência de DM2, com intervalo de confiança de 95% (IC95), e as razões de prevalência (RP) brutas e ajustadas (com IC95) para fatores sociodemográficos, de saúde e comportamentais. Resultados: Na amostra de 3.309 participantes, a prevalência de DM2 foi de 16% (IC95 14–17). Predominaram mulheres (61,6%), idosos (52,2%) e brancos (72,7%). Entre as condições de saúde, 67,6% apresentavam excesso de peso, 44,2% hipertensão e 20,7% dislipidemia. Quanto ao comportamento, 97,7% não praticavam exercício físico, 9,1% eram tabagistas e 4,4% consumiam bebida alcoólica. Após ajuste, a prevalência de DM2 foi maior entre idosos (RP=2,41), indivíduos de cor não branca (RP=1,24), sem atividade remunerada (RP=1,66), com excesso de peso (RP=1,71), hipertensão (RP=3,72), dislipidemia (RP=1,92) e polifarmácia (RP=1,57). O sexo feminino (RP=0,85) e maior escolaridade (RP=0,56) associaram-se a menor prevalência. Conclusão: Os achados reforçam o papel da APS na detecção precoce, prevenção e acompanhamento do DM2 e evidenciam a influência dos determinantes sociais e clínicos na sua prevalência.
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