Resumo
Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico, os modos prováveis de infecção, a evolução dos casos e a distribuição espacial da Doença de Chagas aguda (DCA) no estado do Pará, Amazônia Brasileira. Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, retrospectivo, de série histórica, com abordagem quantitativa, realizado no estado do Pará. Foram utilizados dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponíveis no DATASUS. A população incluiu todos os casos confirmados no período de 2010 a 2024. Avaliaram-se variáveis sociodemográficas, clínicas e de desfecho. A análise foi feita por estatística descritiva, com cálculo de incidência e taxa de letalidade. Resultados: Foram registrados 3.722 casos confirmados, com tendência crescente ao longo dos anos, sobretudo a partir de 2020, com pico em 2023. A incidência acompanhou esse aumento. A letalidade apresentou variação anual, com ocorrência de óbitos em todo o período. A transmissão oral destacou-se como principal via, frequentemente associada ao consumo de alimentos contaminados, como o açaí. Observou-se distribuição heterogênea, com maior concentração em áreas de vulnerabilidade socioambiental. Conclusão: A DCA permanece relevante no Pará, com tendência crescente. Destaca-se a necessidade de fortalecer a vigilância, apesar das limitações inerentes ao uso de dados secundários.
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