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Perfil sociodemográfico e fatores associados à recorrência de doação de sangue em Belém, Pará, Brasil
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Palavras-chave

Doadores de sangue
Segurança do sangue
Amazônia
Gestão de sangue do paciente
Epidemiologia

Como Citar

Perfil sociodemográfico e fatores associados à recorrência de doação de sangue em Belém, Pará, Brasil. (2026). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 26(9), e24529. https://doi.org/10.25248/reas.e24529.2026

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Resumo

Objetivo: Caracterizar o perfil sociodemográfico e comportamental dos doadores de sangue atendidos na Fundação HEMOPA, em Belém, Pará, e analisar fatores associados à recorrência das doações. Métodos: Estudo transversal, descritivo e observacional, fundamentado nas diretrizes STROBE. Foram entrevistados 385 doadores após o ato da doação. A análise estatística utilizou testes de Qui-quadrado de Pearson, com nível de significância definido por p < 0,05. Os dados foram processados nos softwares SPSS v26.0 e RStudio. Resultados: A amostra analisada revelou predominância de homens entre as respostas válidas (57,3%), média de idade de 35,5 anos ± 12,6 anos e concentração na faixa de 18 a 29 anos entre os participantes com idade informada (41,9%). Observou-se que 65,9% dos doadores com informação válida de renda possuem até dois salários mínimos. O índice de doadores recorrentes (repetição e esporádicos) atingiu 82,0% entre as respostas válidas. Houve associação significativa entre algumas motivações para a doação e o perfil do doador, enquanto não foi observada associação estatisticamente significativa entre o nível de conhecimento sobre o processo de doação e a recorrência. Conclusão: Os doadores atendidos apresentam perfil predominantemente jovem, com expressiva participação de indivíduos de baixa renda entre os respondentes com informação válida. A recorrência das doações mostrou-se associada principalmente a fatores motivacionais e comportamentais. Os achados reforçam a necessidade de estratégias de captação e fidelização baseadas em educação em saúde, comunicação social, redução de barreiras logísticas e valorização do vínculo do doador com o serviço hemoterápico.

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