Resumo
Objetivo: Apresentar o perfil epidemiológico da Doença de Chagas Aguda na Região Norte do Brasil, entre os anos de 2020 a 2024. Métodos: O estudo trata-se de pesquisa do tipo ecológica de natureza retrospectiva, observacional e descritiva com dados provenientes do SINAN. Resultados: Entre os anos de 2020 a 2024 a Região Norte concentra 95,71% das notificações nacionais, os estados mais prevalentes são Pará (86,42%) e Amapá (8,21%). O perfil sociodemográfico demonstra predominância de indivíduos autodeclarados pardos (85%), do sexo masculino (54%), com faixa etária de 20 a 39 anos (34,31%). Constatou-se marcante vulnerabilidade social evidenciada pela baixa escolaridade, com destaque para o ensino fundamental incompleto (17,31%). A transmissão oral consolidou-se como a via hegemônica de infecção (90,94%). O diagnóstico fundamentou-se majoritariamente em critérios laboratoriais (94,05%). Quanto à evolução clínica, o agravo apresentou baixa letalidade, com 90,05% de sobrevida. Conclusão: Concluímos que a DCA na Região Norte possui forte caráter ocupacional e socioambiental, exigindo a implementação de políticas públicas territorializadas, focadas na educação sanitária de populações agroextrativistas e no fortalecimento da Atenção Primária à Saúde para mitigação de surtos e diagnóstico precoce.
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