Resumo
Objetivo: Identificar e analisar as evidências disponíveis na literatura sobre as políticas públicas de saúde auditiva no Brasil no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). Revisão bibliográfica: Alterações auditivas não diagnosticadas precocemente podem comprometer o desenvolvimento da linguagem, o desempenho escolar e a qualidade de vida, especialmente na infância. Nesse contexto, as políticas públicas de saúde auditiva exercem papel fundamental ao organizar fluxos assistenciais, estabelecer diretrizes diagnósticas e ampliar o acesso aos serviços especializados. A criação da Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva, em 2004, representou importante avanço na estruturação da assistência auditiva no SUS. Posteriormente, a obrigatoriedade da Triagem Auditiva Neonatal Universal e a implantação da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência fortaleceram o diagnóstico precoce e o cuidado integral. Considerações finais: Apesar dos avanços observados, persistem desafios relacionados às desigualdades regionais, à distribuição dos serviços especializados e à continuidade do cuidado em saúde auditiva. A atualização do Guia Nacional da Triagem Auditiva Neonatal, em 2025, reforçou critérios e fluxos assistenciais voltados à equidade e ao diagnóstico precoce.
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