Resumo
Objetivo: Analisar as indicações, técnicas e contribuições da realização de biópsias de pele na Atenção Primária à Saúde para o diagnóstico precoce do câncer cutâneo. Revisão bibliográfica: O câncer de pele é a neoplasia mais prevalente no Brasil, correspondendo a aproximadamente 30% de todos os tumores malignos. O diagnóstico definitivo depende da realização de biópsia cutânea com análise histopatológica, considerada padrão-ouro. Apesar de ser um procedimento ambulatorial de baixa complexidade, sua realização ainda se concentra em serviços especializados no Sistema Único de Saúde (SUS), o que pode resultar em atrasos diagnósticos e pior prognóstico. A literatura evidencia que médicos da APS possuem competência técnica para realizar biópsias por shave, punch, incisional e excisional. A descentralização desse procedimento pode reduzir o tempo de espera, os custos assistenciais e a morbimortalidade associada ao diagnóstico tardio. Considerações finais: A incorporação sistemática da biópsia cutânea na APS configura estratégia viável, alinhada aos princípios do SUS, contribuindo para maior resolutividade do cuidado e fortalecimento do diagnóstico precoce do câncer de pele.
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