Resumo
Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico e a onerosidade das internações por fraturas de membros inferiores no Brasil por meio de evidências disponíveis na literatura científica. Métodos: Revisão integrativa realizada nas bases SciELO e Google Scholar. Foram identificados 2.248 estudos, dos quais 12 atenderam aos critérios de inclusão. Os artigos analisados foram publicados entre 2014 e 2026 e abordaram aspectos epidemiológicos, clínicos e econômicos dessas internações. Resultados: Houve predominância de mulheres e idosos entre os internados, enquanto nos grupos mais jovens prevaleceu o sexo masculino. As fraturas de fêmur foram as mais frequentes em idosos, associadas a maior tempo de internação e mortalidade entre 4,4% e 9%. Em jovens, destacaram-se as fraturas de tíbia e tornozelo decorrentes de traumas de alta energia. O custo médio por internação variou de R 672,00 a R 2.581,00, com gastos totais entre 34 e 130 milhões de reais e permanência hospitalar média entre 4,8 e 10,4 dias. Considerações finais: As fraturas de membros inferiores representam importante impacto epidemiológico e econômico no Brasil. Os achados reforçam a necessidade de ações preventivas e de otimização da assistência à saúde.
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