Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde na Atenção Primária: práticas autorreferidas em município maranhense
PDF

Palavras-chave

Resíduos de serviços de saúde
Atenção Primária à Saúde
Gerenciamento de resíduos
Educação permanente
Saúde do trabalhador

Como Citar

Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde na Atenção Primária: práticas autorreferidas em município maranhense. (2026). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 26(9), e25058. https://doi.org/10.25248/reas.e25058.2026

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Descrever as práticas autorreferidas de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, o conhecimento da legislação e as condições de capacitação entre trabalhadores da atenção primária. Métodos: Estudo transversal descritivo com 56 trabalhadores de 13 unidades básicas de saúde de Itapecuru Mirim, Maranhão, em julho de 2026. Aplicou-se questionário estruturado não validado, baseado na RDC nº 222/2018 e na Lei nº 12.305/2010; as respostas foram analisadas por frequências absolutas e relativas. Resultados: A segregação sempre realizada foi relatada por 36 (64,3%) participantes; 32 (57,1%) informaram armazenamento temporário adequado e sinalizado; e 29 (51,8%) relataram transporte interno conforme normas de segurança. Apenas 15 (26,8%) declararam conhecer bem a legislação, 52 (92,9%) não haviam recebido treinamento, 30 (53,6%) relataram nunca participar de atividades de educação permanente relacionadas ao tema, oito (14,3%) informaram existir registro formal do volume de resíduos e 21 (37,5%) assinalaram a categoria “sempre disponíveis e utilizados” para o item combinado referente aos equipamentos de proteção individual. Conclusão: As práticas autorreferidas de segregação foram mais frequentes que outras etapas e condições institucionais do gerenciamento. Fragilidades em conhecimento normativo, capacitação, registros e condições autorreferidas de proteção ocupacional indicam prioridades locais. Contudo, a amostra por conveniência, o instrumento sem validação ou avaliação preliminar e o autorrelato impedem interpretar os achados como avaliação objetiva da conformidade das unidades.

PDF

Referências

ALVES SB, et al. The reality of waste management in primary health care units in Brazil. Waste Management & Research, 2014; 32(9 Suppl): 40-47.

ARA L, et al. Effectiveness of a multi-modal capacity-building initiative for upgrading biomedical waste management practices at healthcare facilities in Bangladesh: a 21st century challenge for developing countries. Journal of Hospital Infection, 2022; 121: 49-56.

ASHTARI A, et al. Health care waste management improvement interventions specifications and results: a systematic review and meta-analysis. Iranian Journal of Public Health, 2020; 49(9): 1611-1621.

BANNOUR R, et al. Impact of an educational training about healthcare waste management on practices skills of healthcare workers: a prexperimental study in a tertiary Tunisian hospital. Antimicrobial Resistance & Infection Control, 2024; 13: 122.

BEN JMAA M, et al. Effectiveness of a training intervention about healthcare waste management on the knowledge and practical skills of healthcare professionals in a teaching hospital of Southern Tunisia. Hospital Topics, 2023; 101(2): 55-64.

BRASIL. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Diário Oficial da União, Brasília-DF, 3 ago. 2010; Seção 1: 3.

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 222, de 28 de março de 2018. Regulamenta as boas práticas de gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília-DF, 29 mar. 2018; Seção 1: 76.

CONTI A, et al. The effectiveness of educational interventions in improving waste management knowledge, attitudes, and practices among healthcare workers: a systematic review and meta-analysis. Sustainability, 2024; 16(9): 3513.

FERREIRA MJC, et al. Healthcare waste management: connections with sustainable nursing care. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 2024; 58: e20230229.

JANIK-KARPINSKA E, et al. Healthcare waste - a serious problem for global health. Healthcare, 2023; 11(2): 242.

KUMAR R, et al. Effectiveness of intensive healthcare waste management training model among health professionals at teaching hospitals of Pakistan: a quasi-experimental study. BMC Health Services Research, 2015; 15: 81.

MATOS MCB, et al. Nursing professionals' knowledge regarding the management of waste produced in primary health care. Revista Brasileira de Enfermagem, 2018; 71(Suppl 6): 2728-2734.

MOREIRA AMM, GÜNTHER WMR. Assessment of medical waste management at a primary health-care center in São Paulo, Brazil. Waste Management, 2013; 33(1): 162-167.

MOREIRA AMM, GÜNTHER WMR. Solid waste management in primary healthcare centers: application of a facilitation tool. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 2016; 24: e2768.

MOSQUERA M, et al. Evaluation of an education and training intervention to reduce health care waste in a tertiary hospital in Spain. American Journal of Infection Control, 2014; 42(8): 894-897.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Health-care waste. 2024. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/health-care-waste. Acesso em: 27 jul. 2026.

SANCHES APM, et al. Health-care waste: knowledge of primary care nurses. Revista Brasileira de Enfermagem, 2018; 71(5): 2367-2375.

SAPKOTA B, et al. Impact of intervention on healthcare waste management practices in a tertiary care governmental hospital of Nepal. BMC Public Health, 2014; 14: 1005.

VON ELM E, et al. The Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology (STROBE) statement: guidelines for reporting observational studies. The Lancet, 2007; 370(9596): 1453-1457.

WINDFELD ES, BROOKS MSL. Medical waste management - a review. Journal of Environmental Management, 2015; 163: 98-108