Resumo
Objetivo: Avaliar a influência da Realidade Virtual (RV) sobre o comportamento de crianças durante o processo de vacinação em unidades de saúde do município de Altamira-Pará. Métodos: Estudo de campo, transversal, com abordagem quantitativa e qualitativa, realizado com 33 crianças de 2 a 12 anos, acompanhadas por seus responsáveis, além de 5 profissionais da sala de vacinação. Durante o procedimento, utilizaram-se óculos de RV com animações imersivas previamente selecionadas. A coleta de dados ocorreu por meio de questionários semiestruturados aplicados às crianças, responsáveis e profissionais de saúde. Os dados quantitativos foram analisados por estatística descritiva e inferencial, enquanto os qualitativos foram submetidos à análise de conteúdo temática proposta por Bardin. Resultados: Observou-se redução de reações negativas, como medo e choro, além do aumento de manifestações positivas, como tranquilidade, alegria, curiosidade e confiança. Os pais/responsáveis e profissionais apresentaram percepção favorável quanto à efetividade da tecnologia, destacando maior conforto emocional e melhor aceitação do procedimento pelas crianças. Conclusão: A RV demonstrou potencial como estratégia humanizada no contexto da vacinação infantil, favorecendo uma experiência vacinal mais acolhedora e menos traumática. Entretanto, limitações relacionadas ao tamanho amostral e à realização do estudo em apenas duas unidades de saúde restringem a generalização dos achados.
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