Resumo
Objetivo: Analisar o impacto sobre a evolução de pacientes sépticos após a implementação de um protocolo institucional de sepse em um hospital público em Belém-PA. Método: Foram coletados os dados de 94 pacientes hospitalizados nas enfermarias de clínica médica da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará entre os meses de Novembro de 2017 à Abril de 2018 que fizeram uso de antibioticoterapia de segunda e terceira gerações, e que apresentavam dados referentes aos critérios para sepse registrados em prontuários. Resultados e Discussão: Dos 94 pacientes analisados a maioria apresentava critérios para sepse, porém apenas 20% destes tiveram protocolo de sepse instituídos. O gênero mais acometido foi o feminino, e a faixa etária mais prevalente foi de maiores de 58 anos. 54,24% dos pacientes com sepse permaneceram no hospital por um período maior ou igual a 30 dias. Os pacientes sépticos foram a óbito em 52,54%, enquanto que os pacientes sépticos com protocolo instituído evoluíram com o mesmo desfecho em 50% dos casos. Conclusão: Os resultados confirmam a elevada letalidade da sepse, alertam a necessidade do diagnóstico precoce, a urgência do tratamento imediato e adoção do protocolo institucional visando reforçar os dados epidemiológicos e reduzir a morbimortalidade da sepse.
