Resumo
Objetivo: Avaliar como as alterações gastrointestinais afetam a qualidade de vida das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Revisão bibliográfica: Crianças do espectro autista apresentam seletividade alimentar e se limitam a uma alimentação restrita a cheiros, cores, sabores e temperaturas, tendendo a forte preferência por carboidratos e alimentos processados, o que pode levar a um alto índice de obesidade nesse grupo. Com base em estudos já feitos, crianças com TEA apresentam quatro vezes mais sintomas gastrointestinais associados a um comprometimento da microbiota intestinal, quando comparadas a crianças com desenvolvimento típico. Com a desregulação do eixo microbiota-intestino-cérebro, pode ocorrer alterações cognitivos comportamentais, favorecendo sintomas como ansiedade, estresse e alterações do humor. Considerações finais: Visando diminuir a influência de desconfortos gastrointestinais na qualidade de vida do paciente, a terapia nutricional com alimentos frequentemente deficientes em crianças com TEA, pode ser uma opção de tratamento eficiente para sintomas gastrointestinais e comportamentais, ainda que essa terapia seja dificultada pela alta seletividade alimentar nessas crianças. Entretanto, mais estudos são necessários para compreender melhor quais dietas trariam melhores benefícios juntos a maior adesão ao tratamento.
