Resumo
Objetivo: Avaliar a prevalência de infecção do trato urinário (ITU) no setor de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital no sul do Brasil e sua associação com variáveis sociodemográficas e de saúde, incluindo a utilização de cateter vesical. Métodos: Estudo retrospectivo, transversal, incluindo pacientes adultos internados na UTI do Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas, no ano de 2019. A coleta de dados ocorreu através da revisão dos prontuários médicos do Serviço de Arquivo Médico e Estatístico. Resultados: Foram identificados 140 pacientes internados na UTI do hospital, apresentando 62,9% de prevalência ITU. Indivíduos que desenvolveram ITU permaneceram com cateter vesical por um tempo superior (média de 18,35 dias) do que aqueles que não desenvolveram (p<0,001). A Klebsiela pneumoniae foi observada em 46,6% dos exames, seguido pela Acinetobacter baumanii (28,4%) e Escherichia Coli (18,2%). Os principais antibióticos utilizados foram meropenem, piperacilina + tazobactan e polimixina B (33,0%). Conclusão: Estes achados permitem contribuir na formulação de novas estratégias de intervenção, focando na atualização das práticas assistenciais e na educação continuada dos profissionais de saúde, reduzindo a prevalência desta infecção.
