Abstract
Objective: To analyze the therapeutic itineraries agencyed by people in harmful use of alcohol and other drugs. Methods: Qualitative, descriptive, exploratory study, which interviewed thirteen adult participants, in equipment of the Psychosocial Care Network. The analysis used Bardin's thematic content analysis technique. Results: In the weaving of itineraries, individuals often face structural, geographical, cultural, attitudinal barriers to access; they undertake chaotic, random movements. Community services coexist with psychiatric hospitals and therapeutic communities, with the asylum/manicomial model prevailing. High relapse rates overlap with gaps in care. Conclusion: The insurgent voices of alcohol and other drugs users have allowed us to unveil a scenario pierced by rigid, hermetic, discontinuous processes, with few articulations. It is imperative to strengthen the hope-equilibrium, the antimanicomial struggle in act and the reverberation of itinerancy, in view of the production of care in favor of the political potency of the movement, of invention, flourishing and defense of life.
References
ABRAHÃO AL, et al. O pesquisador IN-MUNDO e o processo de produção de outras formas de investigação em saúde. Gomes MPC, et al. Pesquisadores IN-MUNDO: um estudo da produção do acesso e barreira em saúde mental. Porto Alegre: Rede UNIDA; 2014; 155-70.
AMARAL BP e TOROSSIAN SD. Drogas, o que são? Por que usamos? Por que devemos repensá-las? ALEXANDER B, et al. organizadores. Criminalização ou acolhimento? Políticas e práticas de cuidado a pessoas que também fazem o uso de drogas. 1.ed. Porto Alegre: Rede UNIDA; 2018; 113-30.
ARAÚJO LO. A atenção aos usuários de álcool e outras drogas na rede básica de saúde: considerações acerca do acesso. Tavares LA, et al. A atenção integral ao consumo e aos consumidores de psicoativos: conexões interdisciplinares. Salvador: EDUFBA: CETAD; 2018; 207-35.
ASSUNÇÃO JIV, et al. Eiras e beiras: atenção psicossocial a pessoas com problemas decorrentes do uso de drogas. Psicologia & Sociedade, 2019; 31: e178671.
BARDIN L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70; 2016.
BARBOSA VRA. Itinerários terapêuticos de pessoas que fazem uso de álcool e outras drogas no município de Teresina, Piauí. [Tese]. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca; 2021.
BARROS N. Cuidado emancipador. Saúde e Sociedade, 2021; 30(1): e200380.
BELLATO R, et al. O itinerário terapêutico como uma tecnologia avaliativa da integralidade em saúde. PINHEIRO R., et al., organizadores. Atenção básica e integralidade: contribuições para estudos de práticas avaliativas em saúde / Rio de Janeiro: CEPESC: IMS/UERJ: ABRASCO; 2008. p. 167-85.
BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. 2012. Disponível em: https://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/Reso466.pdf. Acessado em: 10 de janeiro de 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 510, de 7 de abril de 2016. 2016. https://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2016/Reso510.pdf. Acessado em: 10 de janeiro de 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.800, de 29 de outubro de 2019. 2019. Disponível em: https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=30/10/2019&jornal=515&paginp=67&totalArquivos=172. Acessado em: 10 de janeiro de 2023.
CAMPOS DB, et al. Produção do cuidado em saúde mental: práticas territoriais na rede psicossocial. Trabalho, Educação e Saúde; 2020;18 (1): e0023167.
DEGENHARDT L, et al. Strategies to reduce drug-related harm: responding to the evidence base. The Lancet, 2019; 394: 1490-3.
DEMÉTRIO F, et al. O itinerário terapêutico no Brasil: revisão sistemática e metassíntese a partir das concepções negativa e positiva de saúde. Saúde debate, 2019; 43(spe7): 204–21.
FARIA PFO, et al. O apoio matricial na rede de atenção às pessoas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas. Cadernos Brasileiros De Terapia Ocupacional, 2020; 28(3): 931–49.
FEUERWERKER LCM, et al., organizadores. Avaliação compartilhada do cuidado em saúde: surpreendendo o instituído nas redes. Rio de Janeiro: Hexis; 2016. 2 vol.
FREIRE P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra; 1996.
GERHARDT TE, et al. Estado da arte da produção científica sobre itinerários terapêuticos no contexto brasileiro. GERHARDT TE, et al., organizadores. Itinerários terapêuticos: integralidade no cuidado, avaliação e formação em saúde. Rio de Janeiro: CEPESC / IMS/ UERJ – ABRASCO; 2016. p. 27-97.
GUIMARÃES TAA e ROSA LCS. A remanicomialização do cuidado em saúde mental no Brasil no período de 2010-2019: análise de uma conjuntura antirreformista. O Social em Questão, 2019; 21(44): 111-38.
INOUE L, et al. Percepções de vida e perspectivas de futuro de usuários de drogas: compreender para cuidar. SMAD, Revista Eletrônica Saúde Mental Álcool e Drogas, 2019; 15(2): 52-9.
KULPA S e TALLEMBERG C. E o louco, é de quem mesmo? MERHY EE, et al., organizadores. Avaliação compartilhada do cuidado em saúde: surpreendendo o instituído nas redes. 1. ed. Rio de Janeiro: Hexis; 2016. 1 vol. p. 311-6.
MACHADO AR, et al. O que pessoas que usam drogas buscam em serviços de saúde? Compreensões para além da abstinência. Interface (Botucatu), 2020; 24: 1-15.
MARQUES ALM. Itinerários terapêuticos de sujeitos com problemáticas decorrentes do uso de álcool em um centro de atenção psicossocial. [Dissertação]. São Paulo: Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina; 2010.
MARTINS MER, et al. Uma revisão bibliográfica sobre as estratégias de construção da autonomia nos serviços públicos brasileiros de atenção em saúde a usuários de drogas. Cadernos de Saúde Pública, 2021; 37(8): e00358820.
MERHY EE, et al., organizadores. Avaliação compartilhada do cuidado em saúde: surpreendendo o instituído nas redes. Rio de Janeiro: Hexis; 2016. 1 vol.
MORAES PH e ZAMBENEDETTI G. As tecnologias relacionais e a produção de itinerários terapêuticos em saúde mental. Estudos e Pesquisas em Psicologia, 2021; 21(3): 908-28.
OLIVEIRA LV, et al. Muros (in)visíveis: reflexões sobre o itinerário dos usuários de drogas no Brasil. Physis: Revista de Saúde Coletiva, 2019; 29(4): e290411.
PARGAMENT K. The psychology of religion and coping: theory, research, practice. New York: Guilford Press; 1997.
PASSOS E e BARROS RB. A cartografia como método de pesquisa-intervenção. PASSOS E, et al. Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina; 2009. p.17-31.
PINHEIRO CM e TORRENTÉ MN. Serviços abertos e fechados no tratamento do abuso de álcool e outras drogas do ponto de vista do(as) usuário(as). Saúde e Sociedade, 2020; 29(2): e190301.
PINHEIRO R, et al. Introdução: o “estado do conhecimento” sobre os itinerários terapêuticos e suas implicações teóricas e metodológicas na Saúde Coletiva e integralidade do cuidado. GERHARDT TE, et al., organizadores. Itinerários terapêuticos: integralidade no cuidado, avaliação e formação em saúde. Rio de Janeiro: CEPESC / IMS/ UERJ – ABRASCO; 2016. p.13-24.
SAMPAIO ML e BISPO JÚNIOR JP. Rede de Atenção Psicossocial: avaliação da estrutura e do processo de articulação do cuidado em saúde mental. Cadernos De Saúde Pública, 2021; 37(3): e00042620.
SCHIFFLER ACR e ABRAHÃO AL. Interferindo nos microprocessos de cuidar em saúde mental. GOMES MPC e MERHY EE, organizadores. Pesquisadores IN-MUNDO: um estudo da produção do acesso e barreira em saúde mental. Porto Alegre: Rede UNIDA; 2014. p.89-103.
SEIXAS CT, et al. O vínculo como potência para a produção do cuidado em saúde: o que usuários-guia nos ensinam. Interface (Botucatu), 2019; 23: e170627.
SOCCOL KLS, et al. Itinerário terapêutico e assistência à saúde de usuários de drogas na rede de atenção psicossocial. Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online, 2021; 13: 1626-32.
VOLCOV K. A Flor do ovo: trajetórias e sentidos do uso de drogas lícitas e ilícitas em contextos privados. [Tese]. São Paulo: Universidade de São Paulo, Faculdade de Saúde Pública; 2017.
