Resumo
Objetivo: Verificar se a trombocitopenia tem caráter preditor de gravidade na dengue em pacientes maiores de 15 anos. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura realizada em fevereiro de 2021, utilizando o portal da BVS Saúde. Resultados: A busca inicial resultou em 260 artigos, sendo que após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão foram analisados 17 artigos cuja população era composta por adultos maiores de 15 anos de ambos os sexos com diagnóstico confirmado de dengue. O número de pacientes avaliados entre os estudos variou de 32 a 22.777 (mediana: 320). A contagem de plaquetas variou entre as fases agudas e críticas da doença, mantendo-se por volta de 100.000/mm³ na fase aguda, mas atingindo valores de 51.000/mm³ na fase crítica. Cinco estudos avaliaram diferentes valores discriminatórios de plaquetas que se mostraram significativamente associados a desfechos desfavoráveis como óbito e hospitalização prolongada. Esses valores, apesar de variáveis, foram em sua maioria menores ou iguais a 50.000/mm³. Considerações finais: A trombocitopenia foi uma alteração precoce e associada a desfechos desfavoráveis, reforçando a necessidade de manter a contagem de plaquetas na estratificação de gravidade da dengue, podendo atuar inclusive como seu discriminador independente.
