Resumo
Objetivo: Analisar e revisar as principais complicações cognitivas relacionadas ao pós-operatório de pacientes idosos submetidos à anestesia geral. Revisão bibliográfica: O aumento da expectativa de vida se relaciona ao maior número de idosos e ao processo de adoecimento. Dessa forma, configuram um público submetido a procedimentos cirúrgicos com mais frequência. Considerando que a faixa etária acima dos 60 anos apresenta maior taxa de comorbidades e mais chance de reserva cognitiva previamente diminuída, as complicações cognitivas como o delirium pós-operatório e a disfunção cognitiva pós-operatória possuem incidência significativa nesse grupo. Estas complicações podem ser temporárias, permanentes e/ou incapacitantes. Observou-se que cirurgias vasculares, ortopédicas e cardíacas podem ter maior associação com tais distúrbios e que fatores como idade, tempo de permanência hospitalar, comorbidades complexas, dor mal controlada, cirurgia de emergência e perda sanguínea intraoperatória intensa, por exemplo, são elementos que contribuem para a identificação do paciente sob risco. Considerações finais: O manejo do paciente idoso frente a uma indução anestésica deve ser individualizado e monitorado com cautela, na medida que a prevalência de afecções e alterações funcionais relacionadas ao envelhecimento são substanciais.
