Resumen
Objetivo: Identificar los factores de riesgo relacionados con la esquistosomiasis mansoni en una comunidad quilombola ubicada en una zona altamente endémica en el noreste de Brasil. Métodos: Este es un estudio epidemiológico ecológico realizado con 497 individuos, de ambos sexos, mayores de 4 años. La información sobre datos sociodemográficos, económicos y ambientales de la comunidad quilombola de Patioba se recopiló a través de un cuestionario, se almacenó en una base de datos de Excel y se evaluó mediante estadísticas descriptivas. Resultados: De la muestra, el 53,92% eran mujeres y el 46,08% hombres, aproximadamente el 43,25% de la población tenía educación primaria incompleta, el 58,35% tenía un ingreso familiar entre 1 y 3 salarios mínimos, el 49,89% desechaba aguas residuales en la calle, el 95,97% afirmó tener recolección de basura domiciliaria, el 88,93% declaró consumir agua de pozo, el 65,19% declaró tener contacto con aguas naturales, el 26,15% se había sometido a pruebas diagnósticas para la esquistosomiasis y el 15,69% había dado positivo en la enfermedad. Durante las visitas, se observaron varios criaderos de caracoles. Conclusión: La ausencia de suministro de agua y tratamiento de aguas residuales, la baja condición socioeconómica de las familias estudiadas y la presencia significativa de los hospedadores intermediarios del parásito en las calles del asentamiento son fuertes indicadores de que esta población está expuesta al riesgo de contraer la enfermedad.
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