Resumen
Objetivo: Analizar las características epidemiológicas de mujeres con enfermedad de Chagas (EC). Métodos: Estudio descriptivo transversal, utilizando datos de notificaciones de EC en fase aguda en mujeres de 10 a 59 años en el Estado de Pará de 2012 a 2021. La información se extrajo del Sistema de Información de Enfermedades de Notificación Obligatoria (SINAN), disponible en DATASUS. Resultados: Se notificaron 776 casos de EC en mujeres en el grupo de edad y período estudiados, mayoría entre 20 y 39 años (45,36%), siendo 2018 el año de mayor incidencia (113 casos). Estacionalmente, hubo un aumento significativo de casos de julio a enero. 44 municipios tuvieron notificaciones, siendo Ananindeua el de mayor número (23,84%). La raza parda fue la más afectada (80,41%). Predominó la vía de transmisión oral (83,11%), así como el método de laboratorio como criterio diagnóstico (96,13%), posible contagio en domicilio (63,53%) y evolución de los casos con vida (87,24%). Se reportaron 63 casos de gestantes con Enfermedad de Chagas Aguda (ECA). Conclusión: La ECA tuvo mayor incidencia en el grupo etario de 20 a 39 años y aproximadamente el 8% de los casos en gestantes, siendo un problema relevante por ser población con riesgo potencial de transmisión congénita.
Referencias
ALMEIDA ML, et al. Epidemiologia da Doença de Chagas aguda no Brasil entre 2013 e 2023. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2024; 24(4): e15955.
BERN C, et al. Chagas Disease in the United States: a Public Health Approach. Clinical Microbiology Reviews, 2019; 33(1): e1098-6618.
BRASIL. Guia de Vigilância em Saúde - Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços - Ministério da Saúde, 2019; volume único (3): 464-487. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_3ed.pdf. Acessado em: 05 de outubro de 2024.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Boletim Epidemiológico Especial - Chagas. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-deconteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2021/boletim_especial_chagas_14a br21_b.pdf. Acessado em: 12 de setembro de 2024.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Chagas. 2018. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/doenca-de-chagas/protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-para-doenca-de-chagas-_-relatorio-de-recomendacao.pdf/view. Acessado em: 20 de setembro de 2024.
CARLIER Y, TORRICO F. Congenital infection with Trypanosoma cruzi: from mechanisms of transmission to strategies for diagnosis and control. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 2003; 36(6): 767-771.
CLOVIS ER. Análise da percepção de acadêmicos de medicina de São José do Rio Preto, São Paulo, Brasil sobre a doença de Chagas e seus vetores. Dissertação (Mestrado Profissional em Entomologia em Saúde Pública) - Faculdade de Saúde Pública. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021; 60 p.
DIAS JCP, et al. II Consenso Brasileiro em Doença de Chagas, 2015. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 2016; 25: 7-86.
ECHEVERRIA LE, MORILLO CA. American Trypanosomiasis (Chagas Disease). InfectiousDiseaseClinicsof North America, 2019; 33(1): 119-134.
GALVÃO C, et al. Vetores da doença de Chagas no Brasil. Sociedade Brasileira de Zoologia, 2014; 289 p: e9788598203096.
GOMES LCPC. Doença de chagas em gestantes: primeiros registros de transmissão vertical no Pará. Dissertação (Mestrado em Epidemiologia e Vigilância em Saúde) - Programa de Pós-Graduação em Virologia. Instituto Evandro Chagas, Ananindeua, 2022; 61 p.
HASSLOCHER-MORENO AM, et al. Temporal changes in the clinical-epidemiological profile of patients with Chagas disease at a referral center in Brazil. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 2021; 2(54): e00402021.
HOCHBERG NS, MONTGOMERY SP. Chagas Disease. Annals of Internal Medicine, 2023; 176(2): e10.7326.
HOWARD EJ, et al. Frequency of the congenital transmission of Trypanosoma cruzi: a systematic review and meta-analysis. BJOG: AnInternationalJournalofObstetrics&Gynaecology, 2014; 121(1): 22-33.
IBGE. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico 2022: características gerais da população e indicadores sociais. Disponível em: https://www.ibge.gov.br. Acessado em: 05 de outubro de 2024.
LEITÃO JCL, et al. Doença de Chagas Aguda no Brasil: aspectos epidemiológicos de 2018 a 2021. BrazilianJournalof Health Review, 2024; 7(1): 6374-6386.
LIDANI KCF, et al. Chagas Disease: From Discovery to a Worldwide Health Problem. Front Public Health, 2019; 7: 166.
LlMA ABR, et al. Evolução do perfil epidemiológico e clínico da doença de Chagas aguda no Brasil: estudo de uma década. BrazilianJournalofImplantologyand Health Sciences, 2024; 6(8): 1447-1458.
MARIN-NETO JA, et al. Diretriz da SBC sobre Diagnóstico e Tratamento de Pacientes com Cardiomiopatia da Doença de Chagas – 2023. Arq. Bras. Cardiol, 2023; 120(6): e20230269.
MARQUES AA, HENNINGTON EA. As repercussões da Doença de Chagas no contexto de vida e trabalho de usuários de instituto de pesquisa. Saúde Debate, 2017; 41: 215-224.
MARTINS-MELO FR, et al. Systematic review: Prevalence of Chagas disease in pregnant women and congenital transmission of Trypanosoma cruzi in Brazil: a systematic review and meta-analysis. Tropical Medicine &International Health, 2014; 19(8): 943-957.
MEYMANDI S, et al. Treatment of Chagas Disease in the United States. Currenttreatmentoptions in infectiousdiseases, 2018; 10(3): 373-388.
NASCIMENTO LPGR, et al. Prevalência da doença de Chagas associada ao modo de infecção. Revista Cogitare Enfermagem, 2021; 26: e73951.
NUNES MCP, et al. Chagas Cardiomyopathy: An Update of Current Clinical Knowledge and Management: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation, 2018; 138(12): e169–e209.
OPAS. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE 2020. Doença de Chagas. Disponível em:https://www.paho.org/pt/topicos/doenca-chagas. Acesso em: 20 de setembro de 2024.
OPAS. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE 2023. Menos de 10% das pessoas com Chagas recebem um diagnóstico. Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/13-4-2023-menos-10-das-pessoas-com-chagas-recebem-um-diagnostico. Acesso em: 20 setembro de 2024.
RIOS L, et al. Epidemiology and pathogenesis of maternal-fetal transmission of Trypanosoma cruzi and a case for vaccine development against congenital Chagas disease. Biochimica et biophysica acta. Molecular basisofdisease, 2020; 1866(3): e165591.
ROSA LM, et al. Perfil demográfico e epidemiológico da doença de chagas aguda. Revista Científica Multidisciplinar, 2023; 4(11): e4114239.
SANTANA KH, et al. Epidemiology of Chagas disease in pregnant women and congenital transmission of Trypanosoma cruzi in the Americas: systematic review and meta-analysis. Tropical Medicine &International Health, 2020; 25(7): 752-763.
SCHMIDT A, et al. Epidemiologia no século XXI e aspectos clínicos da doença de Chagas crônica. Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, 2016; 26(4): 230-233.
SIRIANO LR. Influência da gestação na parasitemia por hemocultura em gestantes infectadas pelo trypanosoma cruzi na fase crônica. Dissertação (Mestrado em Medicina Tropical e Saúde Pública, na área de concentração de Parasitologia) - Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical e Saúde Pública. Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2007; 64 p.
SOUSA AS, et al. The CUIDA Chagas Project: Towards the Elimination of Congenital Transmission of Chagas Disease in Bolivia, Brazil, Colombia, and Paraguay. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 2021; 55: e01712022.
SOUZA AS, et al. Análise espaço-temporal da doença de Chagas e seus fatores de risco ambientais e demográficos no município de Barcarena, Pará, Brasil. Revista Brasileira de Epidemiologia, 2017; 20(4): 742-755.
TORRICO F, et al. Maternal Trypanosoma cruzi infection, pregnancy outcome, morbidity, and mortality of congenitally infected and non-infected newborns in Bolivia. American Journalof Tropical Medicine andHygiene, 2004; 70(2): 201-9.
