Resumen
Objetivo: Analizar los reflejos psicológicos del trabajo de los servidores judiciales en la judicialización de la salud, investigando su sufrimiento psíquico y las estrategias defensivas adoptadas ante la presión de tomar decisiones que impactan la vida de los demandantes. Métodos: Estudio cualitativo realizado con siete servidores del Tribunal de Justicia de Pernambuco que trabajan en el análisis de demandas judiciales relacionadas con la salud. La recopilación de datos se llevó a cabo mediante entrevistas semiestructuradas, analizadas utilizando el Análisis Temático de Contenido. Resultados: Los participantes informaron diferentes grados de sufrimiento psíquico, expresando sentimientos como angustia, frustración e impotencia ante la judicialización de la salud. Se identificaron estrategias defensivas individuales y colectivas, como la racionalización de decisiones, el distanciamiento emocional de los casos y la consulta de informes médicos para fundamentar los juicios. La alta carga de trabajo y la repetición de demandas similares fueron señaladas como factores que intensifican el desgaste emocional. Conclusión: El estudio evidencia que la judicialización de la salud afecta la salud mental de los servidores judiciales, exigiendo estrategias defensivas para minimizar el sufrimiento psíquico. Se destaca la necesidad de apoyo institucional y políticas orientadas al bienestar de estos profesionales.
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