Resumen
Objetivo: Describir las percepciones de las mujeres sobre la vivencia del fenómeno del parto normal en una maternidad de alta complejidad. Métodos: La investigación fue de carácter exploratorio, descriptivo, cualitativo, fundamentada en el marco teórico-filosófico de la fenomenología de la experiencia de Maurice Merleau-Ponty. La recolección de datos ocurrió en una maternidad de alta complejidad de la región norte del estado de Ceará, con 15 puérperas, a través de entrevistas semiestructuradas. Resultados: Así, al relatar el trabajo de parto y el parto, las mujeres enfatizan el dolor como objeto percibido y, posteriormente, se distancian de las sensaciones de efecto inmediato y lo reconocen como una experiencia singular y permanente. Y en sintonía con los fenómenos de Merleau-Ponty, se dio cuenta que el sentido y la significación de la naturaleza de la fenomenología se despertaba en las mujeres puerperales, posibilitando caminos donde ellas percibían y valoraban las vivencias del parto. Conclusión: Se logró comprender lo que significa para las mujeres vivir un parto humanizado, donde presentaron reacciones y comportamientos similares, ya que el nacimiento es un evento de la vida culturalmente rodeado de mucho miedo, especialmente al dolor de las contracciones.
Referencias
ALVARES AS, et al. Hospital obstetric practices and their repercussions on maternal welfare. Revista da Escola de Enfermagem da USP. 2020; 54:e03606.
AYOUBI S, et al. A questionnaire to assess women’s perception of respectful maternity care (WP-RMC): development and psychometric properties. Midwifery; 2020; 80:e102573.
BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70. 2016; 288p.
CAMINHA IO. 10 lições sobre Merleau-Ponty. 1º edição. Petrópolis: Editora Vozes; 2019. 120p.
COENTRO AES, et al. Contribuições da assistência de enfermagem para o parto humanizado. Revista Eletrônica Acervo Saúde. 2024; 24(8):e17333.
ELIAS EA, et al. The authenticity of women who decided for a natural childbirth: experiences. Revita Rene. 2022; 23: e72265.
FIRMINO KC, et al. Percepção da mulher frente à dor do parto. Rev Ciênc Plural. 2020; 6(1):87-101.
GATTO GMS, NASCIMENTO JL. Processos de autogoverno das mulheres mães no contexto do programa brasileiro Rede Cegonha. Cien Saude Colet. 2025; 30:e00972023.
MARIANO S, et al. Em busca de si: construindo agência e autonomia feminina em contextos de pobreza. Interações (campo Grande) 2024; 25:e2523762.
MELO BLPL, et al. Violência obstétrica à luz da Teoria da Diversidade e Universalidade do Cuidado Cultural. Rev Cuid. 2022; 13(1):1-16.
MERLEAU-PONTY M. Fenomenologia da percepção. 5º edição. São Paulo: Martins Fontes; 2018; 662p.
OLIVEIRA LLFO, et al. Characterization of obstetric care developed in teaching hospitals in a capital of northeast Brazil. Rev Bras Enferm. 2022; 75(1):e20200896.
REZENDE CB. Sentidos da maternidade em narrativas de parto no Rio de Janeiro. Soci Antropol. 2020; 10(1):201-220.
RODRIGUES DP, et al. Percepção de mulheres na assistência ao parto e nascimento: obstáculos para a humanização. Rev Bras Enferm. 2022; 75(Suppl 2):1-9.
SALES JL, et al. Childbirth care in a Rio de Janeiro coastal lowlands hospital: challenges for respectful birth. Rev Fun Care Online. 2020; 12:108-14.
SANTOS FS, et al. Percepções de puérperas sobre a assistência ao parto normal humanizado. São Paulo: Rev Recien. 2020; 10(32):217-28.
SENA ELS, et al. Analítica da ambiguidade: estratégia metódica para a pesquisa fenomenológica em saúde. Rev Gaúcha Enferm. 2010; 31(4):769-75.
SCHWARZ MF, et al. Percepção de puérperas quanto aos cuidados recebidos de equipe de enfermagem em cidade de tríplice fronteira. Pleiade. 2024; 18(42):92-103.
SILVA EA, et al. Conhecimento de puérperas sobre boas práticas em centro de parto. Rev Enferm UFPE Online. 2021; 15(1):1-14.
SOUZA LBC, et al. Percepção das puérperas sobre a assistência humanizada de enfermagem no ciclo gravídico-puerperal: revisão de literatura. Rev Enferm Atual In Derme. 2021; 95(36):1-19.
TRAVANCAS LJ, VARGENS OMC. Fatores geradores do medo do parto: revisão integrativa. Rev Enferm UFSM. 2020; 10:e96.
