Resumen
Objetivo: Analizar la tendencia temporal de la lepra en la capital más hiperendémica de Brasil, de 2001 a 2020. Métodos: Estudio de series temporales ecológicas. Los indicadores epidemiológicos y operativos de la lepra se calcularon a partir de datos del Sistema Integrado de Información de Enfermedades de Declaración Obligatoria (SINAN) y se analizaron mediante modelos de regresión de Poisson con puntos de inflexión (Joinpoint). Resultados: De los 7165 nuevos casos diagnosticados durante el período, la tasa de detección general mostró una tendencia heterogénea. Hubo una disminución significativa (APC: -8,1; IC 95% -13,2; -2,7) entre 2001 y 2013. De 2013 a 2018, la tendencia fue significativamente creciente (APC: 40,3; IC 95% 8,5; 81,5) y en 2019 y 2020 fue estable (APC: -32,1; IC 95% -62,3; 22,3). La tasa de detección de casos con discapacidad física grado 1 mostró un aumento significativo (APC: 21,1% IC 95% 2,0; 43,9) entre 2001 y 2009 y el promedio porcentual anual se mantuvo estable durante todo el período. La tasa de detección con grado 2 se mantuvo estable. Conclusión: Hubo variabilidad en los indicadores según las acciones que el municipio adopta como prioridad. Las dificultades operativas en el programa de control de la lepra persisten y contribuyen a la transmisión activa y a la hiperendemia.
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