Resumen
Objetivo: Explorar y comprender los desafíos y potencialidades de las acciones involucradas en la implementación del proyecto PEP-Hans Brasil. Métodos: Estudio realizado en cinco municipios brasileños, involucrando a cinco médicos y 23 enfermeros de Atención Primaria de Salud. Los datos fueron colectados entre julio de 2022 y junio de 2023 mediante cuestionarios y entrevistas, y interpretados mediante análisis de contenido. Resultados: Los 28 participantes tenían más de cinco años de experiencia en atención primaria de salud y estaban cualificados en lepra. Los principales desafíos identificados en las acciones analizadas fueron la incompatibilidad de horarios, la movilidad de la población, las dificultades logísticas, las dudas en el momento del diagnóstico y el estigma. El estudio evidenció importantes potencialidades, entre ellas la ampliación de las búsquedas y la evaluación de contactos, el compromiso profesional, el fortalecimiento de la red de atención sanitaria y del programa de rutina, además de la sensibilización y la educación en salud. Conclusión: Los desafíos identificados incluyeron aspectos organizativos y operativos ya existentes en el programa de rutina, por lo que el proyecto PEP-Hans Brasil evidencia que las estrategias integradas y bien estructuradas pueden fortalecer el control de la lepra y transformar su realidad epidemiológica.
Referencias
BARDIN L. Análise de conteúdo. São Paulo, 2016; 70.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Dados Epidemiológicos. Casos novos de hanseníase por Unidades da Federação, Regiões e Brasil, 2010 a 2023. Coordenação-Geral de Vigilância da Hanseníase e Doenças em Eliminação – CGHDE, 2025.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da Hanseníase como problema de saúde pública: manual técnico-operacional. Brasília: Ministério da Saúde, 2016.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Gabinete do Ministro. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde. Diário Oficial da União, Brasília, 2017.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hanseníase. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis – Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
CARDOSO GCP, et al. Capacitação para o controle da hanseníase: avaliação e contribuições para a gestão. Saúde em Debate, 2023; 47(137): 90–100.
CAVALCANTE MDMA, et al. Múltiplas dimensões da gestão do cuidado à hanseníase e os desafios para a eliminação. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 2007; 54: 3649.
CORRÊA CM, et al. Diálogos sobre a descentralização do programa de controle da hanseníase em município endêmico: uma avaliação participativa. Escola Anna Nery, 2022; 26(20210114).
FIGUEIREDO NV, et al. Orientación de la atención primaria en las acciones contra la lepra: factores relacionados con los profesionales. Gaceta Sanitaria, 2020; 34: 120-126.
FREITAS FT, et al. Evaluation of leprosy surveillance system in the Amazon region, Brazil, 2001-2007. Lepr Rev, 2012; 83(1): 52-63.
GALVÃO PR, et al. An evaluation of the Sinan health information system as used by the Hansen's disease control programme, Pernambuco State, Brazil. Lepr Rev, 2008; 79(2): 171-82.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico 2022. Rio de Janeiro: IBGE, 2022.
LEAL DR, et al. Programa de Controle da Hanseníase: uma avaliação da implantação no nível distrital. Saúde Debate, 2017; 41: 209–28.
MOROSINI MVGC, et al. Política Nacional de Atenção Básica 2017: retrocessos e riscos para o Sistema Único de Saúde. Saúde Debate. 2018; 42(116): 11-24.
NETA OAG, et al. Health professionals’ and managers’ perception of leprosy care within the family health strategy. Revista Brasileira em Promoção da Saúde, 2017; 30(2): 239-248.
PRETI D. O discurso oral culto. São Paulo: Humanitas Publicações – FFLCH/USP, Projetos Paralelos, 1999; 2: 224.
RIBEIRO MDA, et al. A visão do profissional enfermeiro sobre o tratamento da hanseníase na atenção básica. Revista Brasileira de Promoção da Saúde, Fortaleza, 2017; 30(2): 221-228.
RICHARDUS JH, et al. Leprosy post-exposure prophylaxis with single-dose rifampicin (LPEP): an international feasibility programme. The Lancet Global Health. 2021; 9(1): 81-90.
RODRIGUES DC, et al. Educação permanente e apoio matricial na atenção primária à saúde: cotidiano da saúde da família. Revista Brasileira de Enfermagem, 2020; 73(6): 20190076.
RODRIGUES RN, et al. Epidemiologia da hanseníase e a descentralização das ações de controle no Brasil. Revista Baiana de Enfermagem, 2021; 35.
SALTARELLI RMF e SEIXAS DHT. Limites e possibilidades na atenção ao portador de hanseníase no âmbito da estratégia de saúde da família. Revista de APS, Juiz de Fora, 2016; 19(4): 613- 622.
SORATTO J, et al. Insatisfação no trabalho de profissionais da saúde na Estratégia Saúde da Família. Texto & Contexto Enfermagem, 2017; 26(3): 2500016.
SOUSA GS, et al. Atributos da atenção primária em saúde no controle da hanseníase: ótica do enfermeiro. Revista baiana de enfermagem, Salvador, 2017; 31(1): 1-10.
SOUSA GS, et al. Hanseníase e Atenção Primária à Saúde: uma avaliação de estrutura do programa. Saúde em Debate, Rio de Janeiro, 2017; 41(112): 230- 42.
SOUZA CVG, et al. Acesso e acessibilidade na Atenção Primária à Saúde: experiências de pessoas com hanseníase. Escola Anna Nery, 2025; 29: 20240111.
SOUZA MF, et al. Avaliação da implantação do Programa de Controle da Hanseníase em Camaragibe, Pernambuco. Epidemiol Serv Saúde, 2017, 26(4): 817–34.
STEINMANN P, et al. The Leprosy Post-Exposure Prophylaxis (LPEP) programme: Update and interim analysis. Leprosy Review, 2018; 89: 102-116.
TESSER CD, et al. Acesso ao cuidado na Atenção Primária à Saúde brasileira: situação, problemas e estratégias de superação. Saúde em Debate, 2018; 42(1): 361-378.
WHO. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Lepra (Doença de Hansen). Doenças tropicais negligenciadas, 2024. Disponível: https ://www.who.int/data/gho/data/themes/topics/leprosy-hansens-disease. Acessado em 12 de outubro de 2025.
WHO. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Rumo à zero hanseníase: estratégia global de Hanseníase 2021–2030. World Health Organization. Regional Office for South-East Asia; 2021. Disponível: https: //iris.who.int/handle/10665/341501.Acessado em 12 de outubro de 2025.
