Resumen
Objetivo: Caracterizar los casos de violencia sexual contra poblaciones indígenas en Brasil según datos del Sistema de Información de Enfermedades de Notificación Obligatoria, desde 2009 hasta 2018. Métodos: Estudio descriptivo y ecológico con 2361 informes de violencia sexual contra la población indígena, analizados utilizando los programas Microsoft Excel y Epi Info. Resultados: Las víctimas son mujeres (93,4%), de entre 10 y 19 años (52,4%), con bajos niveles de educación, siendo la violación el tipo más común de violencia perpetrada, cometida por perpetradores conocidos, en el hogar (57,7%) y contra estas mujeres en más del 90% de los casos. Agresores varones (90,7%), etapa adulta de la vida, con contacto íntimo y familiar en el 34% de las notificaciones y con violencia repetida relacionada con esta proximidad, sin consumo de alcohol en el 42,6% de los casos. Conclusión: Se recomienda invertir en la ampliación de los servicios de notificación, la formación continua y las políticas públicas intersectoriales para combatir la violencia sexual que sean sensibles a los derechos de los pueblos indígenas.
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