Resumen
Objetivo: Evaluar el conocimiento de pacientes y agentes de salud sobre la leishmaniasis cutánea, identificando las barreras que dificultan el acceso al diagnóstico y al tratamiento precoz. Metodos: Estudio descriptivo, realizado entre julio de 2022 y diciembre de 2023 en Sena Madureira, mediante la aplicación de cuestionarios estructurados. Se utilizó un sistema de puntuación para clasificar el conocimiento como insatisfactorio (0–3) o satisfactorio (>3). Resultados: Participaron 50 pacientes con sospecha clínica de la enfermedad y 51 agentes de salud — 63% Agentes Comunitarios de Salud y 37% Agentes de Control de Endemias. Entre los pacientes, el 96% presentó conocimiento insuficiente. Las principales barreras incluyeron largas distancias hasta los servicios de salud (16% requiriendo de 1 a 3 días de viaje), transporte fluvial (46%) y alojamiento en casas de conocidos (48%). Entre los agentes, el 59% presentó conocimiento satisfactorio sobre aspectos generales, el 35% sobre vectores y reservorios, y el 96% conocimiento insuficiente sobre signos, síntomas y tratamiento; el 80% desconocía el programa de control y el 78% no había participado en actividades de capacitación. Conclusión: Los hallazgos evidencian deficiencias en el conocimiento y múltiples barreras de acceso a los servicios de salud, lo que refuerza la necesidad de acciones educativas y de la ampliación de los servicios de salud en áreas rurales amazónicas.
Referencias
ALHARAZI TH, et al. Knowledge and attitude towards cutaneous leishmaniasis among rural endemic communities in Shara'b District, Taiz, southwestern Yemen. BMC InfectiousDiseases, 2021; 21(269): 1-12.
Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde (SVS/MS), 2024. Painel epidemiológico da leishmaniose tegumentar americana. Disponível em: https://leishmanioses.aids.gov.br/app/dashboards?auth_provider_hint=anonymous1#/view/5fc3a7ec-22b9-4402-9a52-a5001ca659ad?embed=true&_g=()&show-top-menu=false. Acesso em: 25 maio 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de vigilância da leishmaniose tegumentar americana. Secretaria de Vigilância em Saúde: Brasília, 2017; p191.
BRILHANTE AF, et al. Preliminary observations of the urbanization and domiciliation of the American cutaneous leishmaniasis in Rio Branco, Acre, Western Amazon. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 2022; 55: 1-4.
CARVALHO AG, et al. Basic knowledge about visceral leishmaniasis before and after educational intervention among primary health care professionals in Midwestern Brazil. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, 2021; 63: 1-7.
COSTA GJA, et al. Avaliação da percepção sobre zoonoses com agentes de saúde, combate a endemias e docentes de escolas públicas do entorno da Estação Ecológica de Caetés, Região Metropolitana do Recife-PE, Brasil. Medicina Veterinária (UFRPE), 2017; 11(1): 75-67.
D’ANTONA ÁDO. Environmental conservation, spatial mobility, and living conditions of traditional populations in protected areas: for adequate health access models in the Amazonian context. Cadernos deSaúde Pública, 2023; 39: e00025223.
EBBS D, et al. Expanding medical education for local health promoters among remote communities of the Peruvian Amazon: an exploratory study of an innovative program model. Advances in Medical Education and Practice (AMEP), 2020; 11: 215-223.
FAUSTO MCR, et al. Sustentabilidade da Atenção Primária à Saúde em territórios rurais remotos na Amazônia fluvial: organização, estratégias e desafios. RevistaCiência&SaúdeColetiva, 2022; 27(5): 1605-1618.
GIANG HTN, et al. Survey of knowledge, attitude and practice of healthcare professionals on dengue transmission, diagnosis and clinical classification. BMC InfectiousDiseases, 2021; 21(1): 1-11.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censo Demográfico 2022. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/22827-censo-demografico-2022.html. Acessoem: 24 Jul. 2024.
LIMA LS, et al. Severe droughts reduce river navigability and isolate communities in the Brazilian Amazon. Communications Earth & Environment, 2024; 5(370): 1-12.
LIMONGI JE, et al. Knowledge, attitudes and practices concerning visceral leishmaniasis among residents of a sporadic transmission area in southeast Brazil. Transactions of the Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene, 2020; 115(12): 1-9.
LOLLI MCGS, et al. Observações sobre a epidemiologia e o nível de conhecimento da leishmaniose tegumentar americana em região endêmica no Sul do Brasil. Bioscience journal, 2011; 27(5): 849-855.
MAGALHÃES AR, et al. Neglected tropical diseases risk correlates with poverty and early ecosystem destruction. Infectious Diseases of Poverty, 2023; 12(32): 1-15.
MELKAMU HT, et al. Knowledge, attitude and practices of the resident community about visceral leishmaniasis in West Armachiho district, Northwest Ethiopia. Heliyon, 2020; 6(1): e03256.
MOREIRA RDCR, et al. Nível de conhecimentos sobre Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) e uso de terapias alternativas por populações de uma área endêmica da Amazônia do Maranhão, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, 2002; 18(1): 187-195.
MOURA LMA, et al. Nível dos conhecimentos sobre as leishmanioses visceral e tegumentar pela população de alguns bairros de Teresina, Piauí, Brasil. Journal of Health Sciences, 2015; 17(1): 20-29.
MOYA EM, et al. Addressing knowledge gaps: the key role of community health workers and healthcare providers in human papillomavirus prevention and vaccine uptake in a border community. Frontiers in Public Health, 2023; 11: 1-8.
MSELLEMU D, et al. Occupational exposure to malaria, leishmaniasis and arbovirus vectors in endemic regions: a systematic review. Current Research in Parasitology & Vector-Borne Diseases, 2024; 6: 2-29.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS). Leishmanioses: informe epidemiológico da Região das Américas, nº 13, dezembro de 2024. Disponível em: https://www.paho.org/pt/documentos/leishmanioses-informe-epidemiologico-da-regiao-das-americas-no-13-dezembro-2024. Acessoem: 15 out. 2025.
ORTIZ DI, et al. The impact of deforestation, urbanization, and changing land use patterns on the ecology of mosquito and tick-borne diseases in Central America. Insects, 2021; 13(1): 1-44.
PAULAN SC, et al. O conhecimento sobre leishmaniose visceral: suficiente para controle e prevenção? Revista Ciência em Extensão, 2016; 12(2): 60-67.
PERES F. A perspectiva emancipatória da literacia em saúde no Brasil: aportes do pensamento freiriano para a translação de saberes em torno de um conceito global. Cadernos deSaúde Pública, 2025; 40: e00089824.
REIS DC, et al. Health education and social representation: an experience with the control of tegumentary leishmaniasis in an endemic area in Minas Gerais, Brazil. Cadernos de Saúde Pública, 2006; 22(11): 2301-2310.
SANTOS JB, et al. Socioeconomic factors and attitudes towards household prevention of American cutaneous leishmaniasis in an endemic area in Southern Bahia, Brazil. Cadernos de Saúde Pública, 2000; 16(3): 701-708.
SHAW JJ, et al. Assessing reservoir host status in leishmaniasis with special reference to the infectiousness of Leishmania (Viannia) braziliensis infections in wild rodents. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 2023; 56: e0503.
SILVA GM, et al. Reflexão sobre a educação dialógica como estratégia de qualificação de base comunitária para o letramento em saúde. Revista Práxis, 2025; 17(31): 1-9.
SILVA SN, et al. The burden of out-of-pocket and indirect costs of cutaneous leishmaniasis patients in Minas Gerais, Brazil. PLOS Neglected Tropical Diseases, 2025; 19(4): e0013020.
SOUSA A, et al. Primary health care in the Amazon and its potential impact on health inequities: a scoping review. Rural Remote Health, 2022; 22(1): 1-15.
VIOL MA, et al. Avaliação do grau de conhecimento sobre leishmaniose e toxoplasmose em moradores do município de Araçatuba, SP. RevistaVeterinária e Zootecnia, 2014; 21(2): 306-313.
