Resumen
Objetivo: Analizar las percepciones de pacientes con heridas crónicas sobre las repercusiones de la enfermedad en su vida cotidiana. Métodos: Se realizó un estudio cualitativo, descriptivo y exploratorio en el ambulatorio de heridas crónicas de una clínica docente ubicada en la región Centro-Oeste de Paraná. Se realizaron entrevistas semiestructuradas con pacientes en seguimiento ambulatorio y se analizaron mediante Análisis de Contenido Temático. Resultados: Participaron diez pacientes, predominantemente varones, con edades comprendidas entre 38 y 75 años, con una duración de la herida que osciló entre 3 meses y 30 años. El análisis permitió la construcción de categorías temáticas: implicaciones de las heridas crónicas en la calidad de vida; aspectos emocionales y psicológicos asociados a la condición; y experiencias relacionadas con el tratamiento y la atención recibida. Los relatos indicaron dolor persistente, limitaciones funcionales, sufrimiento emocional, vergüenza social y dificultades para realizar actividades diarias, así como distintas percepciones sobre la atención recibida en los servicios de salud. Conclusión: Las heridas crónicas presentan repercusiones multidimensionales, impactando componentes físicos, emocionales, sociales y de autocuidado, evidenciando la necesidad de una atención integral guiada por prácticas humanizadas capaces de integrar el tratamiento clínico de las heridas con el apoyo psicológico y social, promoviendo una mejor calidad de vida y fortaleciendo el autocuidado.
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