Resumen
Objetivo: Analizar la percepción de médicos y enfermeros de la Atención Primaria de Salud (APS) sobre el uso de la fitoterapia como tratamiento adyuvante en el Sistema Único de Salud (SUS), identificando barreras para su implementación, nivel de conocimiento, interés en capacitación y familiaridad con las políticas públicas vigentes. Métodos: Estudio descriptivo, de enfoque cuantitativo y diseño transversal, realizado con 36 profesionales de APS (22 enfermeros y 14 médicos) que trabajaban en 10 unidades de salud del municipio de Santarém, Pará, Brasil. La recolección de datos se realizó mediante un cuestionario estructurado y el análisis se llevó a cabo utilizando estadística descriptiva e inferencial, con aplicación de la prueba exacta de Fisher bilateral y un nivel de significancia del 5% (p < 0,05). Resultados: La mayoría de los participantes percibió la fitoterapia como potencialmente eficaz (86,1%) y segura (77,8%). Sin embargo, solo el 25% informó utilizarla frecuentemente en la práctica clínica. Las principales barreras identificadas fueron el desconocimiento técnico, el temor a interacciones medicamentosas, la inseguridad ética y el bajo conocimiento de las políticas públicas relacionadas con la fitoterapia en el SUS. Conclusión: Aunque es percibida por los profesionales de la salud como una práctica eficaz y segura, la fitoterapia sigue estando poco incorporada a la rutina de la APS. La ampliación de acciones de capacitación, el fortalecimiento institucional y la adopción de protocolos clínicos pueden favorecer su integración cualificada en los servicios de salud.
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