Resumen
Objetivo: Analisar criticamente as evidências publicadas entre 2015 e 2025 sobre a subnotificação da dengue e os processos relacionados à perda, ao atraso ou à distorção das notificações no Brasil. Métodos: Revisão integrativa com buscas na BVS, PubMed, SciELO, Scopus e Web of Science, concluídas em novembro de 2025. Foram combinados descritores DeCS e MeSH, termos livres e operadores booleanos. Os registros foram gerenciados no Rayyan; títulos e resumos foram avaliados independentemente por dois revisores, com consulta a terceiro avaliador nos casos de discordância. Resultados: Foram recuperados 1.864 registros, dos quais 535 foram removidos como duplicatas. Após a triagem, 17 publicações foram avaliadas integralmente e seis compuseram a síntese. As evidências abrangeram atraso e oportunidade do registro, fragilidades operacionais, limitações diagnósticas e assistenciais, alterações durante a pandemia da COVID-19 e implicações territoriais da qualidade dos dados. Considerações finais: A subnotificação reúne processos distintos que produzem diferentes distorções na vigilância e não devem ser interpretados como uma medida única. A heterogeneidade das publicações e a ausência de avaliação formal do risco de viés limitam a comparação direta dos achados.
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