Abstract
Objective: To analyze the temporal trends and socioeconomic factors associated with mortality from neglected tropical diseases in Pará, Brazil, between 2012 and 2023. Methods: A descriptive time-series analysis study using secondary data from the Mortality Information System (SIM) for the period from 2012 to 2023. The study focused on the 10 neglected diseases that most affect the state. Data were analyzed by variables, frequency measures, spatial distribution using maps covering three-year periods, and Spearman’s correlation. Results: A total of 2,721 deaths were recorded due to the neglected tropical diseases under investigation. Leishmaniasis (n=787; 28.92%) and Chagas disease (n=658; 24.18%) accounted for the highest numbers. Mortality was higher among men (n=1,851; 68.03%), those aged 60 years or older (n=1,047; 38.48%), and people of mixed race (n=1906; 70.05%), residing in Macroregion IV (n=1122; 41.23%), in municipalities with a medium Social Vulnerability Index (IVS) (n=1328; 48.81%) and in large municipalities (n=1580; 48.81%). Conclusion: It can be concluded that the socioeconomic profile of mortality from these diseases is concentrated among elderly men of mixed race, with an upward trend and clusters observed on the maps in Macroregion IV.
References
ALVES B. Agir agora. Agir juntos. Investir em DTNs: 30/01 - Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas. Biblioteca Virtual em Saúde MS. 2023. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/agir-agora-agir-juntos-investir-em-dtns-30-01-dia-mundial-das-doencas-tropicais-negligenciadas/. Acesso em: 18 mai 2024.
ALVES NARV, et al. Doenças tropicais negligenciadas no estado do Tocantins: perfil epidemiológico e indicadores de saúde. Revista Aracê, 2024; 6(4): 17362–17388.
AMBÉ JGM, et al. Doença de Chagas: Contaminação oral no Brasil entre 2007 e 2023. Aracê, 2026, v. 8, p. e11694.
BRASIL. Ministério da Saúde. Doenças tropicais negligenciadas no Brasil: morbimortalidade e resposta nacional no contexto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2016-2020. Brasília: Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2024/boletim-epidemiologico-de-doencas-tropicais-negligenciadas-numero-especial-jan-2024. Acesso em: 16 mai 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. DTNs: Brasil tem mais de 90% dos novos casos de hanseníase registrados nas Américas. Vigilância em Saúde. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/janeiro/dtns-brasil-tem-mais-de-90-dos-novos-casos-de-hanseniase-registrados-nas-americas. Acesso em: 19 mai 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância da Saúde. Saúde Brasil 2017: Uma análise da situação de saúde e os desafios para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Brasília, DF: Ministério da Saúde; 2018. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_brasil_2017_analise_situacao_saude_desafios_objetivos_desenvolvimento_sustetantavel.pdf. Acesso em: 17 maio 2024.
BRITO SPS, et al. Mortalidad por enfermedadestropicales desatendidas enel estado de Piauí, Nordeste de Brasil: tendencia temporal y patronesespaciales, 2001-2018. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 2022; 31(1): e2021732.
CODEÇO CT, et al. Epidemiology, biodiversity, and technological trajectories in the Brazilian Amazon: From malaria to COVID-19. Frontiers in Public Health, 2019; 9: 647754.
DE SOUSA, et al. Datasetsupportingthefindingsof: Mortalidade por doenças tropicais negligenciadas no estado do Pará entre os anos de 2012 a 2023. Zenodo, 2026. Disponível em: https://doi.org/10.5281/zenodo.18165982. Acesso em: 10 fev 2026.
DE SOUZA CC, et al. Perfil epidemiológico de doenças tropicais negligenciadas no nordeste brasileiro. Revista Baiana de Saúde Pública, 2020; 44(3): 143-160.
DE VASCONCELOS LCS, et al. Epidemiological profile and temporal trend ofneglected tropical diseases in Brazilfrom 2012 to 2022. Revista de Epidemiologia e Saúde Pública, 2025; 3(1): 66-81.
DIAS JCP. Human Chagas disease and migration in the context of globalization: some particular aspects. Journalof Tropical Medicine, 2013; 2013:789758.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Portal Cidades: panorama do Pará. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pa/panorama. Acesso em: 12 mai 2024.
INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA (IPEA). Atlas de Vulnerabilidade Social nos municípios brasileiros. Brasília: IPEA, 2015. 77 p.
INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA (IPEA). Impacto do desmatamento sobre a incidência de doenças na Amazônia. Brasília: IPEA, 2015. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/server/api/core/bitstreams/7656f319-6ca8-40bc-9e00-87e74b9f6562/content. Acesso em: 2 out 2025.
INSTITUTO TRATA BRASIL (ITB). Ranking do saneamento. 2024. Disponível em: https://tratabrasil.org.br/wp-content/uploads/2024/04/Release-Ranking-do-Saneamento-de-2024-TRATA-BRASIL-GO-ASSOCIADOS-V2.pdf. Acesso em: 2 out 2025.
ÍNDICE DE PROGRESSO SOCIAL (IPS). Social. Índice de Progresso Social Brasil 2024: qualidade de vida nos 5.570 municípios do Brasil. Belém: Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, 2024. Disponível em: https://www.cnp.org.br/midias/IPS_Brasil_relatorio_completo_0.pdf. Acesso em: 2 out 2025.
LINDOSO JAL, LINDOSO AABP. Neglected tropical diseases in Brazil. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, 2009; 51(5): 247–253.
MACÍAS G, HERNÁNDEZ H. Tendencia temporal y distribuición espacial de lamortalidad por enfermidades tropicales desatendidas en Argentina entre 1991 y 2016. Revista Panamericana de Salud Pública, 2019; 43: e67.
MIRANDA CSC, et al. A Contribution towards Sustainable Development in the Amazon Based on a Socioeconomic and Environmental Analysis of Visceral Leishmaniasis in the State of Pará, Brazil. Tropical Medicine andInfectiousDisease, 2024; 9: 66.
NÓBREGA AA, et al. Oral transmission of chagas disease by consumption of açaí palm fruit, Brazil. EmergingInfectiousDiseases. 2009; Vol. 15, No. 4.
NÚÑES-GONZÁLEZ S, et al. Spatial analysis of dengue, cysticercoisis and chagas disease mortality in Ecuador, 2011-2016. Transactions of the Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene, 2019; 113(1): 44-47.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Doenças Tropicais Negligenciadas. OMS, 2024. Disponível em: https://www.who.int/data/gho/data/themes/neglected-tropical-diseases. Acesso em: 19 mai 2024.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE (OPAS). Organização Mundial da Saúde (OMS). Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas 2022. OPAS, 2022. Disponível em: https://www.paho.org/pt/campanhas/dia-mundial-das-doencas-tropicais-negligenciadas-2022. Acesso em: 18 mai 2024.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE (OPAS). Organização Mundial da Saúde (OMS). Leishmanioses: informe epidemiológico das Américas. OPAS, 2021. Disponível em: https://iris.paho.org/handle/10665.2/55386. Acesso em: 30 jul 2025.
OVIEDO A, et al. O Arco do Desmatamento e suas flechas. Instituto Socioambiental. São Paulo, 2019. Disponível em: https://www.socioambiental.org/pt-br/o-arco-do-desmatamento-e-suas-flechas. Acesso em: 2 out 2025.
ROCHA MIF, et al. Mortality from neglected tropical ciseases in Brazil in the 21st Century: Analysis of spatial and temporal trends and associated factors. Revista Panamericana de Salud Pública, 2023; 47: e146.
SARAIVA RM, et al. Chagas heart disease: An overview of diagnosis, manifestations, treatment, and care. World J Cardiol. 2021; 13 (12): 654-675.
TITOSSI AC, et al. Distribuição espacial das doenças tropicais negligenciadas na região oeste do estado de São Paulo. Caminhos Geografia, 2020; 21(73): 518-529.
VANINI BO, et al. Perfil epidemiológico de doenças tropicais negligenciadas no estado de São Paulo. Faculdade de Medicina de Jundiaí; 2024, p39.
VILANOVA R. Policlínica Metropolitana alerta sobre prevenção e tratamento de doenças tropicais – SESPA. Sic-PA - Serviço de Informação ao Cidadão, 2024. Disponível em: http://www.saude.pa.gov.br/policlinica-metropolitana-alerta-sobre-prevencao-e-tratamento-de-doencas-tropicais/#. Acesso em: 14 mai 2024.
