Resumo
Objetivo: Descrever as características epidemiológicas maternas, dos casos notificados de sífilis em gestantes em uma cidade de médio porte da região norte de Minas Gerais no período compreendido entre de 2006 a 2016, segundo os dados do Sistema Nacional de Agravos de Notificação – SINAN. Método: Estudo descritivo e retrospectivo onde avaliou 124 fichas de notificação epidemiológica. As definições de casos seguiram as recomendações do Ministério da Saúde (MS) no Brasil, tendo as variáveis descritas utilizando se frequências relativa e absoluta. Resultados: As gestantes com sífilis, em maioria era jovens e estavam na faixa etária de 20 a 30 anos, com escolaridade menor ou igual ao ensino fundamental incompleto, sendo que 44,3% delas estavam no 3º trimestre da gestação no momento da confirmação da doença. Todas realizaram testes laboratoriais, com predomínio do diagnóstico tardio. Conclusão: A realidade da sífilis em gestantes na cidade de Montes Claros (MG) está longe do esperado. Os resultados evidenciaram que as subnotificações é um crescente número de casos, em gestantes, elevando à persistência da transmissão vertical, evidenciando com isso a necessidade de ações voltadas para a infecção, assim como, uma política de controle da sífilis no município.
