Resumo
Objetivo: identificar os profissionais que trabalham educação sexual, as estratégias utilizadas e os obstáculos encontrados. Método: estudo misto do tipo descritivo, com a participação de sessenta e oito professores. Aplicou-se um questionário e com um roteiro realizaram-se entrevistas semiestruturadas. Os dados foram submetidos à estatística descritiva simples e os relatos à análise temática usada para a construção do discurso do sujeito coletivo. Resultados: a maioria dos professores trabalha o tema principalmente por meio de debate, mas a frequência com que essas atividades acontecem é mínima e insuficiente para promover a prevenção de IST, a gravidez precoce, combater a desigualdade de gênero e permitir que o jovem expresse sua sexualidade e sentimentos de forma saudável. A educação sexual se faz necessária para o desenvolvimento emocional dos adolescentes e para a compreensão do ato sexual enfatizando-se, na abordagem, as consequências. Considerações finais: foi possível identificar os principais aspectos facilitadores e as dificuldades no desenvolvimento do tema em sala de aula. Educação e saúde precisam caminhar juntas, por isso a existência de profissionais da Enfermagem no âmbito escolar, trabalhando com os professores, é avanço na implementação, de forma efetiva, da educação sexual.
