Resumo
Objetivo: Analisar, na literatura científica, as evidências sobre a relação entre insônia, mecanismos fisiopatológicos do sono e risco de Doença de Alzheimer. Métodos: Revisão integrativa realizada nas bases PubMed, SciELO e LILACS, com estudos publicados entre 2015 e 2025, selecionados conforme critérios de inclusão e exclusão pré-estabelecidos, resultando em 23 artigos incluídos na análise. Resultados: A amostra evidenciou associação, e em alguns casos possível relação causal, entre insônia e Doença de Alzheimer (DA). A privação do sono de ondas lentas compromete o sistema glinfático, favorecendo o acúmulo de beta-amiloide e tau. Pacientes com insônia apresentaram maior risco de DA (IRR=1,73) e declínio mais acentuado em memória verbal e funções executivas, especialmente em portadores do alelo APOE ε4. Análise de randomização mendeliana sugeriu efeito causal da insônia sobre a neurodegeneração. Conclusão: Conclui-se que a insônia apresenta relação bidirecional com a DA, configurando-se como possível fator de risco modificável. Dada a heterogeneidade metodológica dos estudos, recomenda-se cautela quanto à causalidade direta, reforçando a importância do rastreamento e manejo precoce dos distúrbios do sono como estratégia preventiva em saúde neurológica.
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