Resumo
Objetivo: Analisar os registros de pré-natal sob a perspectiva dos enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) em uma capital da Amazônia Legal. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, qualitativo, no qual foram visitadas as unidades básicas do município. Para coleta de dados foi utilizada a entrevista semiestruturada realizada com os enfermeiros. Foram entrevistados 59 enfermeiros, de 19 unidades básicas de saúde. A análise dos dados foi realizada através da análise categorial de Bardin. Resultados: Pode-se inferir categorias que analisam as ferramentas utilizadas para o registro das consultas, a falta de uniformidade desses registros, entender a importância do prontuário como documento legal tanto para a paciente quanto para o profissional e a falta de conhecimento dos profissionais a respeito do armazenamento desses arquivos. Conclusão: Ficaram evidenciados a necessidade de padronização do preenchimento dos prontuários e elaboração de estratégias para atender as necessidades das gestantes de forma mais efetiva, e a vulnerabilidade do arquivamento de prontuários nas UBSs. As falhas nos registros de informações prejudicam a construção de indicadores e, consequentemente, prejudicam a avaliação do pré-natal.
Referências
ALMEIDA MM, et al. Quality of nursing records in pronouns of pregnant women in the family health strategy: an integrative review of the literature. Revista Ciência & Saberes, 2017; 3(3): 649-658.
AVILA GS, et al. Prontuário eletrônico na gestão do cuidado em equipes de saúde da família. Cogitare Enfermagem, 2022; (27): e79641.
BARDIN L. Análise de Conteúdo. 1 ed. São Paulo: Edições 70, 2015; 223p.
BOMBARDA TB e JOAQUIM RHVT. Registro em prontuário: reflexões sobre a qualidade documental na terapia ocupacional. Revista De Terapia Ocupacional Da Universidade De São Paulo, 2019; 30(2): 110-115.
BRASIL. Atenção ao pré-natal de baixo risco. 2012; 32(1): 978-85-334-1936-0.
CAMARGOS L, et al. Avaliação da qualidade dos registros de cartões de pré-natal de mulheres urbanas. Escola Anna Nery, 2020; 25(1): e20200166.
DE MELO LR, et al. Avaliação da completitude de preenchimento do cartão da gestante do Ministério da Saúde: estudo seccional, de âmbito nacional. Ciência & saúde coletiva, 2022; 27(06): 2337-2348.
FERREIRA LL, et al. Análise dos registros de técnicos de enfermagem e enfermeiros em prontuários. Revista Brasileira de Enfermagem, 2020; 73(2): e20180542.
GONÇALVES TS e BANASZESKI CL. O impacto dos registros de enfermagem na assistência à saúde e sua relação com as glosas hospitalares. Revista Saúde e Desenvolvimento, 2020; 14(18): 14-23.
MACEDO LA, et al. A importância das anotações de enfermagem em prontuários hospitalares: percepção da equipe de enfermagem. Revista Enfermagem Atual In Derme, 2020; 92(30): 250-257.
MACHADO MFAS, et al. Trabalho em equipes multiprofissionais na atenção primária no Ceará: porosidade entre avanços e desafios. Saúde debate, 2021; 45(131): 987-997.
MELO FRM, et al. Avaliação da comunicação para melhoria da qualidade da assistência à saúde em pediatria: estudo descritivo. Online Brazilian Journal of Nursing. 2022; 21: e20226587.
MENDES MAL e SANTOS ES. Organização dos Prontuários de uma Unidade Básica de Saúde. Revista Portal: Saúde e Sociedade, 2018; 3(1): 710-720.
MENDES RB, et al. Avaliação da qualidade do pré-natal a partir das recomendações do Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento. Ciência & Saúde Coletiva, 2020; 25(3): 793-804.
RODRIGUES PM, et al. O registro em prontuário coletivo no trabalho do psicólogo na Estratégia Saúde da Família. Estudos de psicologia, 2017; 22(2): 195-202.
SANTOS SE e VIANA MC. Tecnologia renovadora das vantagens e desvantagens do prontuário eletrônico do paciente na área da saúde: especialização em informática em saúde. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 2021; 7(10): 2675-3375.
SILVA AM, et al. Percepções dos enfermeiros acerca da implementação do processo de enfermagem em uma unidade intensiva. Revista Gaúcha de Enfermagem. 2021; 42: e20200126.
SILVA JR, et al. Indicadores da Qualidade da Assistência Pré-Natal de Alto Risco em uma Maternidade Pública. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, 2018; 22(2): 109-116.
SILVA JÚNIOR JNB, et al. Completude insatisfatória dos registros de enfermeiros nos prontuários dos usuários com tuberculose. Revista Brasileira de Enfermagem, 2021; 75(3): e20210316.
TOMASI E, et al. Qualidade da atenção pré-natal na rede básica de saúde do Brasil: indicadores e desigualdades sociais. Caderno Saúde Pública, 2017; 33(3): e00195815.
