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Esporotricose humana
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Palavras-chave

Esporotricose
Fungos
Doenças negligenciadas

Como Citar

Esporotricose humana. (2024). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 24(12), e16170. https://doi.org/10.25248/reas.e16170.2024

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Resumo

Objetivo: Analisar os aspectos socioambientais, epidemiológicos e fisiopatológicos da esporotricose, com foco na transmissão zoonótica por gatos infectados, visando subsidiar estratégias de controle e prevenção. Revisão bibliográfica: A esporotricose, causada por fungos do complexo Sporothrix schenckii, é uma micose endêmica e negligenciada com crescente impacto na saúde pública, especialmente no Brasil, devido à sua disseminação zoonótica. A doença apresenta-se de forma crônica ou subaguda, com lesões cutâneas polimórficas. A expansão do contato entre humanos e gatos infectados, particularmente em áreas urbanas de condições sanitárias precárias, é fator crítico para a transmissão. Historicamente, a esporotricose foi descrita em 1898, com surtos associados a atividades agrícolas e, mais recentemente, à transmissão zoonótica mediada por Sporothrix brasiliensis. A epidemiologia evidencia o Brasil como um dos epicentros globais, com transmissão predominantemente via gatos infectados. A doença manifesta-se de formas cutâneas (linfocutânea, fixa, disseminada) e extracutâneas, variando conforme fatores do hospedeiro e virulência do fungo. O diagnóstico é desafiador, requerendo métodos laboratoriais como cultura e histopatologia. Considerações finais: A abordagem integral da esporotricose, unindo saúde humana, animal e ambiental, é essencial para seu controle. Estudos contínuos e políticas públicas robustas podem mitigar os impactos dessa micose emergente, especialmente em populações vulneráveis.

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