Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Uso de contraceptivos de longa duração: efeitos colaterais e tolerabilidade
PDF

Palavras-chave

Dispositivos intrauterinos
contracepção reversível de ação prolongada
anticoncepção

Como Citar

Uso de contraceptivos de longa duração: efeitos colaterais e tolerabilidade. (2024). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 24(7), e16801. https://doi.org/10.25248/reas.e16801.2024

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Avaliar a frequência de efeitos colaterais de usuárias de contraceptivos reversíveis de longa duração (LARC). Métodos: Tratou-se de um estudo piloto, longitudinal, com prontuários de 86 pacientes atendidas em uma clínica particular, usuárias de LARC (T Cu 380A, Mirena, Implanon ou Kyleena). Resultados: A média de idade das pacientes foi de 32,1 + 6,61 anos. Dentre os LARCs identificaram-se o uso do Diu T Cu 380 A (30,2%), Implanon (20,9%), Mirena (46,5%), Kyleena (2,3%). Dentre os efeitos colaterais identificados pelas pacientes destacaram-se o sangramento menstrual irregular (n=19; 22,1%), cólica abdominal (n=5; 5,8%), ganho de peso (n=5; 5,8%) e acne (n=3; 3,9%). O Implanon foi associado ao sangramento irregular (p=0,01; X2= 10,6), o ganho de peso foi associado ao Mirena (p=0.01; X2= 9,9) e a acne foi comum em todos os métodos com progestágeno. Houve um caso de gravidez com o DIU TCu 380 A. Conclusão: O sangramento irregular foi associado ao Implanon e o ganho de peso ao uso do Mirena, por isso, as pacientes devem ser orientadas no momento da escolha do contraceptivo de longa duração.

PDF

Referências

AGARWAL M, et al. Comparison of Bleeding Pattern and Quality of Life Before and After the Insertion of a Levonorgestrel Intrauterine System for Heavy Menstrual Bleeding: A Seven-Year Review. Cureus, 2023; 15(3): e36142.

AGARWAL N, CHOPRA S. Mirena: Just a contraceptive device? or A modality with diverse clinical applications! J Family Med Prim Care, 2022;11(9): 5031-5037.

AJONG AB, et al. Contraceptive method mix and preference: A focus on long-acting reversible contraception in Urban Cameroon. PLoS One, 2018: 23;13(8): e0202967.

BAYER. Kyleena. DIU. Dispositivo intrauterino – 19,5 mg levonogestrel. Bula aprovada pela Anvisa em 19/09/2022. Disponível em <https://www.bayer.com.br/sites/bayer_com_br/files/kyleena-profissionais.pdf. Acessado em 22 fev. 2024.

BAYER. Mirena. Endoceptivo. DIU – Dispositivo intrauterino – 52 mg levonogestrel. Bula aprovada pela Anvisa em 09/06/2022. Disponível em <https://www.bayer.com.br/sites/bayer_com_br/files/mirena-pacientes.pdf. Acessado em 22 fev. 2024.

BRANDÃO ER. Contracepção reversível de longa duração (Larc): solução ideal para tempos pandêmicos. Saúde Debate, 2022; 46 (1): 237-47.

BRASIL. Implante subdérmico de etonogestrel na prevenção da gravidez não planejada por mulheres adultas em idade reprodutiva entre 18 e 49 anos. Relatório de recomendação do medicamento. 2021; 599: 1-87.

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual técnico para profissionais de saúde – DIU com cobre T CU 380 A. 2018, 72p.

CHENG L, et al. Interventions for emergency contraception. Cochrane Database Syst Rev, 2012.

DAL'AVA N et al. Body weight and composition in users of levonorgestrel-releasing intrauterine system. Contraception. 2012; 86(4): 350-3.

FEBRASGO. Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Contracepção Reversível de Longa Ação. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/SerieZ1-2022-Contracepcao.pdf. Acessado em 22 de março de 2024.

MADDEN T. Intrauterine Contraception: Background and device types. UpToDate. 2023. Disponível on line: https://medilib.ir/uptodate/show/116579. Acessado em 01 abr. 2024.

GIORDANO MV, et al. Dispositivo intrauterino de cobre. Femina, 2015; 43 (1): 1-6.

LAZORWITZ A, et al. Relationship Between Etonogestrel Concentrations and Bleeding Patterns in Contraceptive Implant Users. Obstet Gynecol, 2019; 134(4): 807-813

MANSOUR D, et al. Can initial vaginal bleeding patterns in etonogestrel implant users predict subsequent bleeding in the first 2 years of use? Contraception, 2019; 100(4): 264-268.

MANSOUR D, et al. The effects of Implanon on menstrual bleeding patterns. Eur J Contracept Reprod Health Care. 2008; 13; 1:13-28.

MORAY KV, et al. A systematic review on clinical effectiveness, side-effect profile and meta-analysis on continuation rate of etonogestrel contraceptive implant. Reprod Health, 2021; 6;18 (1): 4.

PARADISE SL, et al. Evidence-Based Contraception: Common Questions and Answers. Am Fam Physician, 2022; 106(3): 251-259.

SECURA GM, et al. The Contraceptive CHOICE Project: reducing barriers to long-acting reversible contraception. Am J Obstet Gynecol, 2010; 203(2): 115.e1-7.

TESFAYE H, et al. Early implanon discontinuation and associated factors among women ever used implanon in Mettu district, Oromia regional state, southwest Ethiopia, 2021. Reprod Health, 2021; 18: 176.

ZACCARON R, et al. Estudo piloto: um processo importante de adaptação e refinamento para uma pesquisa quase experimental em aquisição de I2. Revista do Gelne, 2018; 20(1): 1-12.

ZIMMERMMANN JB et al. Condutas em Obstetrícia para gestantes de baixo risco. 2018.

ZIMMERMMNN JB, et al. Gestação de alto risco: Do pré-natal ao puerpério. Curitiba; 2021.880p.