Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
Teste antígeno criptocócico de fluxo lateral na terapia preemptiva de pessoas que vivem com HIV em locais de alta prevalência da antigenemia criptocócica
PDF

Palavras-chave

Cryptococcus
HIV
Teste diagnóstico

Como Citar

Teste antígeno criptocócico de fluxo lateral na terapia preemptiva de pessoas que vivem com HIV em locais de alta prevalência da antigenemia criptocócica. (2024). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 24(11), e17650. https://doi.org/10.25248/reas.e17650.2024

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: Determinar a prevalência da antigenemia criptocócica através do teste CrAg-LFA em pessoas que vivem com HIV (PVHIV) e que estão em tratamento com antirretrovirais, correlacionando com a detecção do Cryptococcus spp. no líquido cefalorraquidiano (LCR). Métodos: O estudo foi realizado de abril/2021 a julho/2021 em uma amostra de 250 PVHIV, em atendimento no ambulatório de referência em HIV/AIDS do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (RJ). Avaliamos a prevalência das infecções e correlação das faixas de linfócitos T CD4+ com a ocorrência de neurocriptococose, cujo diagnóstico era definido por cultura microbiológica a partir do LCR ou por exame micológico direto. A análise estatística consistiu do teste Kappa de Cohen com classificação de Landis & Koch (1977). Para tanto, utilizamos o programa SPSS 27 for Mac IBM. Resultados: Detectamos a prevalência da antigenemia criptocócica em 8,8% dos pacientes (IC 95% 5,5-13,3%). A concordância entre a antigenemia criptocócica e a neurocriptococose demonstrou-se robusta (0,875; p=0,0001). Conclusão: A prevalência de antigenemia na população de estudo e a concordância na detecção do antígeno criptocócico, no soro e LCR, indicam a necessidade da realização do CrAg-LFA no soro, nas PVHIV, independente da carga viral ou vigência de TARV.

PDF

Referências

BOULWARE D. et al. Multisite Validation of Cryptococcal Antigen Lateral Flow 51 Assay and Quantification by Laser Thermal Contrast. Emerg Infect Dis, 2014; 20(1): 45-53.

BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: . Acesso em: 25 jul. 2021.

COELHO C, et al. The Tools for Virulence of Cryptococcus neoformans. Advances in Applied Microbiology, 2014; 1(1): 1-41.

DERBIE A, et al. Cryptococcal antigenemia and its predictors among HIV infected patients in resource limited settings: a systematic review. BMC Infect Dis, 2020; 20(1): 407.

DRAIN PK, et al. Validation of clinic-based cryptococcal antigen lateral flow assay screening in HIV-infected adults in South Africa. Scientific Reports, 2019; 9(1): 2687.

FERREIRA MF, et al. Cryptococcal antigenemia prevalence and clinical data in HIV-infected patients from the reference centre at INI-FIOCRUZ, Rio de Janeiro, Southeast of Brazil. Mycoses, 2020; 63(2): 145-150.

FRENCH N, et al. Cryptococcal infection in a cohort of HIV-1 infected Ugandan adults. AIDS, 16(7): 1031-1038.

FROLA C, et al. Prevalência de infecção criptocócica entre pacientes com HIV avançado na Argentina usando imunoensaio de fluxo lateral. PLoS ONE, 2017; 12(6): 0178721.

HUANG C, et al. Emerging Cryptococcus gattii species complex infections in Guangxi, southern China. PLoS Negl Trop Dis, 2020; 14(8): 0008493.

HURTADO GS e QUINTERO-CUSGUEN P. Criptococosis meníngea. Acta Neurol Colomb, 2021; 37(1): 90-100.

JARVIS JN, et al. Cryptococcal antigen screening and preemptive therapy in patients initiating antiretroviral therapy in resource-limited settings: a proposed algorithm for clinical implementation. J Int Assoc Physicians AIDS Care, 2012; 11: 374-379.

JARVIS JN, et al. Screening for cryptococcal antigenemia in patients accessing an antiretroviral treatment program in South Africa. Clinical Infectious Diseases: An Official Publication of the Infectious Diseases Society of America, 2009; 48(7): 856-862.

KON AS, et al. Consenso em criptococose - 2008. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 2008; 41(5): 524-544.

MAKADZANGE AT, et al. Early versus delayed initiation of antiretroviral therapy for concurrent HIV infection and cryptococcal meningitis in sub-saharan Africa. Clin Infect Dis Off Publ Infect Dis Soc Am, 2010; 50(11): 1532-1538.

OGOUYÈMI-HOUNTO A, et al. Prevalence and factors associated with cryptococcal antigenemia in HIV-infected patients in Cotonou/Benin. Journal de Mycologie Medicale, 2016; 26(4): 391-397.

OYELLA J, et al. Prevalência e fatores associados à antigenemia criptocócica entre adultos gravemente imunossuprimidos infectados pelo HIV em Uganda: um estudo transversal. Journal of the International AIDS Society, 2012; 15(1): 15.

PARK BJ, et al. Estimation of the current global burden of cryptococcal meningitis among persons living with HIV/AIDS. AIDS, 2009; 23(4): 525-530.

PONGSAI P, et al. The role of serum cryptococcal antigen screening for the early diagnosis of cryptococcosis in HIV-infected patients with different ranges of CD4 cell counts. The Journal of Infection, 2010; 60(6): 474–477.

POWDERLY WG, et al. Medição do antígeno criptocócico no soro e líquido cefalorraquidiano: valor no tratamento da meningite criptocócica associada à AIDS. Clin Infect Dis, 1994; 18: 789-792.

RAJASINGHAM R, et al. Integrando a triagem do antígeno criptocócico e o tratamento preventivo aos cuidados de rotina para o HIV. Jornal de Síndromes de Imunodeficiência Adquirida, 2012; 59(5): 85-91.

SÁEZ D, et al. Síndrome de restauración inmune asociado a tratamiento antirretroviral y criptococosis meníngea. Caso clínico. Revista Médica de Chile, 2006; 134: 10.

TAN I, et al. HIV-associated opportunistic infections of the CNS. Lancet Neurol, 2012; 11(7): 605-617.

UNAIDS BRASIL. Estatísticas. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2021.

VIDAL JE e BOULWARE DR. Lateral flow assay for cryptococcal antigen: an important advance to improve the continuum of hiv care and reduce cryptococcal meningitis-related mortality. Rev Inst Med Trop São Paulo, 2015; 57(19): 38-45.