Resumo
Objetivo: descrever o perfil epidemiológico de acidentes ofídicos botrópicos em gestantes. Métodos: Estudo transversal, descritivo e retrospectivo traçado a partir dos dados de notificações compulsórias de Acidentes por Animais Peçonhentos, com base nos envenenamentos ofídicos botrópicos em gestantes, disponibilizados pelo SINAN, através do banco de dados do DATASUS. Resultados: o número de casos no Brasil de acidentes ofídicos botrópicos envolvendo gestantes no período analisado foi de 1.335, tendo maior prevalência os anos de 2007, 2009 e 2019, destaque para 720 casos na Região Norte. O 2º trimestre gestacional foi o mais acometido, com 606 notificações. Mulheres adultas jovens representaram 752 casos, o estudo sugeriu uma vulnerabilidade das gestantes autodeclaradas pardas com 663 registros. Ocorreram 1.127 picadas nos membros inferiores, 466 vítimas receberam atendimento em tempo hábil, contribuído para o predomínio de 683 casos classificados como leves e 1.143 com evolução de cura. As taxas de soroterapia administradas podem estar associadas a desfechos favoráveis. Conclusão: Mesmo com os acidentes ofídicos sendo escassos em gestantes, existe um alto índice registrado de ataques por serpentes botrópicas nesta população. Observamos limitações relacionadas à completude das informações disponível no banco de dados.
