Google Acadêmico | Citações: 16429 | índice h: 32 | índice i10: 482
A importância da realização de exames para detecção da doença de Chagas em gestantes
PDF

Palavras-chave

Doença de Chagas
Testes sorológicos
Transmissão vertical
Saúde

Como Citar

A importância da realização de exames para detecção da doença de Chagas em gestantes. (2025). Revista Eletrônica Acervo Saúde, 25, e18521. https://doi.org/10.25248/reas.e18521.2025

Copyright © | Todos os direitos reservados.

A revista detém os direitos autorais exclusivos de publicação deste artigo nos termos da lei 9610/98.

Reprodução parcial
É livre o uso de partes do texto, figuras e questionário do artigo, sendo obrigatória a citação dos autores e revista.

Reprodução total
É expressamente proibida, devendo ser autorizada pela revista.

Resumo

Objetivo: analisar e sintetizar as evidências científicas sobre a importância do diagnóstico da doença de Chagas durante o pré-natal para a segurança da mãe e do bebê. Revisão bibliográfica: O estudo sobre o rastreamento e controle da doença de Chagas destaca a importância das diretrizes terapêuticas estabelecidas pelo Ministério da Saúde para melhorar o diagnóstico e tratamento no SUS. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas recomenda o rastreamento de pessoas com fatores de risco e testes sorológicos, como ELISA, especialmente em gestantes. O diagnóstico de infecção congênita deve ser confirmado com testes adicionais, como o ELISA. Após o parto, é essencial testar o recém-nascido e iniciar o tratamento se necessário. A triagem sistemática e a capacitação dos profissionais de saúde são fundamentais para controlar a doença e prevenir complicações graves. Considerações finais: A implementação das Diretrizes Terapêuticas para a doença de Chagas avançou na gestão da doença, especialmente em gestantes e recém-nascidos. Contudo, persistem desafios, como a necessidade de melhorar a triagem e o manejo precoce. Fortalecer a formação dos profissionais de saúde e ampliar os testes são essenciais para melhorar a detecção, reduzindo a transmissão congênita.

PDF

Referências

AMÂNCIO TA. Programa Nacional de Controle da Doença de Chagas: modelização, validação e análise de implantação em sistemas municipais. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) – Instituto Multidisciplinar em Saúde. Universidade Federal da Bahia, Vitória da Conquista, 2022; 242 p.

ACHÁ RES. Doença de Chagas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2009; 93: 140-142.

ARAÚJO AB, et al. Prevalência da doença de Chagas em gestantes da região sul do Rio Grande do Sul. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. 2009; 42: 732-733.

BERN C, et al. Chagas disease in the United States: a public health approach. Clinical microbiology reviews. 2019; 33(1): 10 - 1128.

BRASIL. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Doença de Chagas. 2018. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/doenca-de-chagas/protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-para-doenca-de-chagas-_-relatorio-de-recomendacao.pdf/view. Acessado em: 8 de julho de 2024.

BRASIL. Ministério da Saúde Análise descritiva: um ano de implementação da notificação de doença de Chagas crônica no Brasil. Boletim epidemiológico. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/edicoes/2024/boletim-epidemiologico-volume-55-no-08.pdf/view. Acessado em: 19 de julho de 2024.

BUEKEN P, et al. Congenital Transmission of Trypanosoma cruzi in Argentina, Honduras, and Mexico: An Observational Prospective Study. Am J Trop Med Hyg. 2018; 98(2): 478-485.

CAMPANHA ALM, et al. Considerações sobre o tratamento etiológico da doença de chagas e critério de cura. Revista Eletrônica Acervo Médico. 2023; 23(7): 12925 - 12925.

CAVALCANTI MAF, et al. Manifestações e estratégias de enfrentamento da Doença de Chagas que interferem na qualidade de vida do indivíduo: uma revisão sistemática. Ciência & saúde coletiva. 2019; 24: 1405-1416.

CARVALHO TPA, et al. A importância do diagnóstico precoce da doença de Chagas congênita. Research, Society and Development, 2022; 11(4): 15111427077-15111427077.

CRUZ DS. Estratégias de rastreamento da doença de chagas em área endêmica no Brasil. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde). Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claro, 2023; 65 p.

DANESI E, et al. Higher congenital transmission rate of Trypanosoma cruzi associated with family history of congenital transmission. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. 2020; 53: 20190560.

DIAS JCP, et al. Brazilian consensus on Chagas disease, 2015. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 2016; 25: 7-86.

DIAS HMFP, et al. Aspectos epidemiológicos da toxoplasmose em gestantes residentes no município de Tangará/RN. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2023; 62 p.

FIGUEIREDO BRITO BO, et al. A evolução do eletrocardiograma na doença de Chagas: usos no diagnóstico, prognóstico e no seguimento de idosos. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde: Infectologia e Medicina Tropical). Faculdade de medicina. Universidade de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2022; 120 p.

GERES LF, et al. A importância da vigilância epidemiológica no combate à Doença de Chagas: uma revisão integrativa. Revista Eletrônica Acervo Saúde. 2022; 15(1): 9492-9492.

GOMES LCPC. Doença de chagas em gestantes: primeiros registros de transmissão vertical no Pará. Dissertação (Mestrado em Epidemiologia e Vigilância em Saúde) – Instituto Evandro Chagas. Ananindeua, 2022; 63 p.

GONZAGA BMS, et al. Effect of benznidazole on cerebral microcirculation during acute Trypanosoma cruzi infection in mice. Scientific Reports, 2022; 12(1): 21048.

HOCHBERG NS.; MONTGOMERY SP. Chagas disease. Annals of internal medicine, 2023; 176(2): ITC17-ITC32.

JACOB LMS. Atenção Individual e Coletiva à Saúde Materna e Infantil no cenário brasileiro, Campo grande. Inovar, 2020; 1(1): 584 p.

LEON ÍF, et al. Seroprevalence of Trypanosoma cruzi in a population of pregnant women and evaluation of their knowledge about Chagas Disease and its vectors. Brazilian Journal of Health Review, 2023; 6(3): 13732-13746.

LIVINGSTON EG, et al. Triagem para doença de Chagas durante a gravidez nos Estados Unidos - uma revisão da literatura. Medicina tropical e doenças infecciosas, 2021; 6(4): 202.

MACÊDO PR, et al. Práticas terapêuticas no combate à Doença de Chagas no Brasil: um estudo atual. Brazilian Journal of Health Review, 2023; 6(5): 26490-26510.

MALTA ALC, et al. Atualizações sobre o diagnóstico, tratamento e epidemiologia da doença de chagas via oral no Brasil Updates on the diagnosis, treatment and epidemiology of oral chagas disease in Brazil. Brazilian Journal of Development, 2022; 8(4): 26989-27009.

MARIN-NETO JA, et al. Diretriz da SBC sobre Diagnóstico e Tratamento de Pacientes com Cardiomiopatia da Doença de Chagas–2023. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2023; 120(6): e20230269.

MENEZES VFA. Aspectos clínicos e epidemiológicos da doença de chagas aguda no Tocantins. Dissertação (Mestrado em Sanidade Animal e Saúde Pública). Universidade do Tocantins, Araguaína, 2021; 86 p.

MESSENGER LA e BERN C. Congenital Chagas disease: current diagnostics, limitations and future perspectives. Current opinion in infectious diseases, 2018; 31(5): 415-421.

MUNOZ-VILCHES MJ, et al. Triagem para doença de Chagas na gravidez e recém-nascidos na Andaluzia (Espanha). In: Anales del Sistema Sanitario de Navarra. 2019; 42: 281-290.

NOBRE T, et al. Seroprevalence of Trypanosoma cruzi in pregnant women in Midwest Brazil: an evaluation of congenital transmission. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, 2021; 63: 8.

OLIVEIRA MAR. Avaliação de disautonomia pelo holter em pacientes com cardiopatia chagásica. Dissertassão (Mestrado em Medicina e Saúde Humana). Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública, Salvador, 2020; 81 p.

PICADO A, et al. The burden of congenital Chagas disease and implementation of molecular diagnostic tools in Latin America. BMJ global health, 2018; 3(5): 1069.

SANTANA KH, et al. Epidemiology of Chagas disease in pregnant women and congenital transmission of Trypanosoma cruzi in the Americas: Systematic review and meta‐analysis. Tropical Medicine & International Health, 2020; 25(7): 752-763.

SHONE SBA. Estudo da Atividade dos Macrófagos na Resposta Imunitária Inicial à Infecção Por Trypanosoma Cruzi. Dissertação de Mestrado. Universidade NOVA de Lisboa Portugal, 2022; 19 p.

SOUZA TKM, et al. Genetic diversity of Trypanosoma cruzi strains isolated from chronic chagasic patients and non-human hosts in the state of São Paulo, Brazil. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, 2022; 117: 220125.

SOUSA AS, et al. Chagas disease. The Lancet, 2024; 403(10422): 203-218.

SUESCÚN CSH, et al. Rapid diagnostic tests and ELISA for diagnosing chronic Chagas disease: Systematic revision and meta-analysis. PLoS neglected tropical diseases, 2022; 16(10): e0010860.

TSAKIRIDIS L, et al. Investigation and management of stillbirth: a descriptive review of major guidelines. Journal of Perinatal Medicine, 2022; 50(6): 796-813.

TORRES RM, et al. Prognosis of chronic Chagas heart disease and other pending clinical challenges. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, 2022; 117: e210172.

WHO - World Health Organization. Chagas disease (also known as American trypanosomiasis, 2024. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/chagas-disease-(american-trypanosomiasis). Acessado em: 07 de agosto de 2024.

YASUDA MAS. Emerging and reemerging forms of Trypanosoma cruzi transmission. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, 2022; 117: 210033.