Resumo
Objetivo: investigar como a privação de sono afeta a performance esportiva em atletas. Além disso, buscou-se avaliar os benefícios das intervenções nutricionais na melhoria tanto do sono quanto do desempenho esportivo. Revisão bibliográfica: O sono passa por fases distintas, divididas em NREM e REM, cada uma com funções específicas de restauração e processamento neural. A privação de sono impacta negativamente tanto o desempenho físico quanto o cognitivo, resultando em uma diminuição da eficiência no processamento mental, redução da vigilância, aumento de distorções cognitivas e perceptuais, além de um tempo de reação mais lento. Intervenções nutricionais, como ingestão adequada de triptofano, melatonina, carboidratos, zinco e vitamina D, podem melhorar a qualidade do sono e potencialmente beneficiar o desempenho esportivo. Considerações finais: A privação de sono prejudica o desempenho cognitivo e motor de atletas, enquanto intervenções nutricionais com triptofano, melatonina, carboidratos, zinco e vitamina D podem beneficiar tanto o sono quanto o desempenho atlético.
Referências
ANTUNES HKM, et al. Privação de sono e exercício físico. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 2008; 14: 51–6.
ARIKAN S, et al. Comparison of plasma leptin and zinc levels in elite athletes and sedentary people. Cell Biochemistry and Function, 2008; 26: 655-658.
BABO MIS. Influência dos hábitos de sono na performance do atleta: benefícios, riscos e estratégias de otimização [dissertação]. Covilhã: Universidade da Beira Interior; 2023.
BINKS H, et al. Efeitos da Dieta no Sono: Uma Revisão Narrativa. Nutrientes, 2020; 12(4): 936.
DOHERTY R, et al. Sleep and Nutrition Interactions: Implications for Athletes. Nutrients, 2019; 11(4): 822.
FERNANDES RMF. O sono normal. Medicina (Ribeirão Preto), 2006; 39(2): 157-168.
FERRARA M e DE GENNARO L. How much sleep do we need? Sleep Medicine Reviews, 2001; 5(2): 155–179.
FONTAN JS e AMADIO MB. O uso do carboidrato antes da atividade física como recurso ergogênico: revisão sistemática. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 2015; 21(2): [inserir página inicial e final].
HURDIEL R, et al. Sleep restriction and degraded reaction-time performance in Figaro solo sailing races. Journal of Sports Sciences, 2014; 32(2): 172-4.
JAVIERRE C, et al. L-tryptophan supplementation can decrease fatigue perception during an aerobic exercise with supramaximal intercalated anaerobic bouts in young healthy men. International Journal of Neuroscience, 2010; 120: 319–27.
JULIFF LE, et al. Longer Sleep Durations Are Positively Associated With Finishing Place During a National Multiday Netball Competition. Journal of Strength and Conditioning Research, 2018; 32(1): 189-94.
KIM TW, et al. O impacto do sono e dos distúrbios circadianos nos hormônios e no metabolismo. International Journal of Endocrinology, 2015; 2015: 591729.
KIRSCHEN GW, et al. The impact of sleep duration on performance among competitive athletes: a systematic literature review. Clinical Journal of Sport Medicine, 2018; 30(5): 503-12.
KSIAZEK A, et al. Relationship between 25(OH)D levels and athletic performance in elite polish judoists. Biology of Sport, 2018; 35(2): 191-196.
LOPES WS, et al. Sono um fenômeno fisiológico. IX Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e V Encontro Latino Americano de Pós-graduação, 2006; 3-6.
MAGALHÃES F e MATARUNA J. Sono. In: JANSEN, JM., et al., orgs. Medicina da noite: da cronobiologia à prática clínica [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2007; 103-120.
MAH CD, et al. The effects of sleep extension on the athletic performance of collegiate basketball players. Sleep, 2011; 34(7): 943-50.
MARTINEZ D, et al. Diagnóstico dos transtornos do sono relacionados ao ritmo circadiano. Jornal Brasileiro de Pneumologia, 2008; 34(3): 173-180.
MARTINS PJ, et al. Exercício e sono. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 2001; 7(1): 28-36.
MÜLLER MR e GUIMARÃES SS. Impacto dos transtornos do sono sobre o funcionamento diário e a qualidade de vida. Estudos de Psicologia (Campinas), 2007; 24(4): 519–528.
NUNES LC. A melatonina como suplemento alimentar, benefícios e malefícios: uma revisão integrativa [trabalho de conclusão de curso]. CCS - Centro de Ciências da Saúde; 2023.
PEUHKURI K, et al. A dieta promove a duração e a qualidade do sono. Nutrition Research, 2012; 32(5): 309-319.
RASCH B, JAN B. About sleep's role in memory. Physiological Reviews, 2013; 93(2): 681-766.
RODRIGUES T, et al. Modificações dietéticas, reposição hídrica, suplementos alimentares e drogas: comprovação de ação ergogênica e potenciais riscos para a saúde. In: NOBREGA, Antonio Cláudio Lucas da et al. (Orgs.). Revista Brasileira de Medicina do Esporte: Suplemento, São Paulo, 2009; 15(3): [inserir página inicial e final].
SANTOS LP, et al. Vitamin D in sports: what has been shown? Research, Society and Development, 2020; 9(7): 137677974588.
SEGURA R e VENTURA JL. Effect of L-tryptophan supplementation on exercise performance. International Journal of Sports Medicine, 1988; 9: 301–5.
SIMÕES AD, et al. Principais distúrbios do sono e seus impactos na qualidade de vida humana: uma revisão sistemática de literatura. Research, Society and Development, 2022; 11(5).
SKEIN M, et al. Intermittent-sprint performance and muscle glycogen after 30 h of sleep deprivation. Medicine and Science in Sports and Exercise, 2011; 43(7): 1301-11.
SOUSA JÚNIOR DT, et al. Alimentos ricos em triptofano e seu efeito na liberação da serotonina e possíveis benefícios no transtorno de ansiedade. Research, Society and Development, 2021; 10(14).
TAKEDA A, et al. Release of glutamate and GABA in the hippocampus under zinc deficiency. Journal of Neuroscience Research, 2003; 72: 537–542.
WATSON AM. Sleep and athletic performance. Current Sports Medicine Reports, 2017; 16(6): 413-8.
ZHAO M, et al. Os efeitos da nutrição dietética no sono e nos distúrbios do sono. Mediators of Inflammation, 2020; 3142874.
