Resumo
Objetivo: Analisar e discutir os indicadores de qualidade dos exames citopatológicos na região do Xingu no período de 2014 a 2023, contribuindo para a melhoria do rastreamento do Câncer cervical. Métodos: Estudo retrospectivo, descritivo e analítico que avaliou indicadores de qualidade dos exames citopatológicos na região do Xingu entre 2014 e 2023. Foram analisados 127.777 exames em nove municípios, considerando indicadores como índice de positividade, percentual de ASC e representatividade da zona de transformação. Os dados foram analisados por análise descritiva e teste estatístico (Teste Z proporção, p<0,05). Resultados: Nenhum município do Xingu alcançou a meta de 80% de cobertura para o rastreamento do câncer de colo do útero, e o índice regional de positividade (3,3%) está no limite inferior da referência Nacional. A positividade dos exames mostrou forte associação com a presença da zona de transformação (47,4% a 91,9%). Alterações citológicas foram mais frequentes em mulheres de 25 a 44 anos. Conclusão: Os resultados apontam para a urgência de ações integradas que melhorem a cobertura, a qualidade dos exames e a detecção precoce na região.
Referências
AYRES M, et al. BioEstat: aplicações estatísticas nas áreas das Ciências Bio-Médicas. 5. ed. Belém: Sociedade Civil Mamirauá, 2007.
BRASIL. Departamento de Informática do SUS (DATASUS). Informações de Saúde (TABNET). Disponível em: http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=02. Acesso em: 26 de outubro de 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Nota Técnica n° 2/2017. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/SISCAN/doc/nota_tecnica_2_cito_colo_atend.pdf. Acesso em: 27 de outubro de 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde-Programação Anual de Saúde 2024. 2024. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/programacao_anual_de_saude_2024.pdf. Acessado em: 27 de novembro de 2024.
BRASIL, Instituto Nacional de Câncer (Brasil). Diretrizes Brasileiras para rastreamento do câncer de colo de útero, 2016. Disponível em https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//diretrizes_para_o_rastreamento_do_cancer_do_colo_do_utero_2016_corrigido.pdf. Acessado em: 27 de novembro de 2024.
BRASIL. Estimativa 2023: Incidência de Câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA. 2022. Disponível em Estimativa 2023: Incidência de Câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2022. Acessado em 15 de novembro de 2024.
BRASIL. Portaria nº 3.388/GM/MS, de 30 de dezembro de 2013. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt3388_30_12_2013.html. Acesso em: Acessado em: 27 nov. 2024.
DIAS MBK, et al. Rastreamento do Câncer do Colo do Útero em Mulheres de 25 a 64 anos: Indicadores do Primeiro Exame Citopatológico Informado no Siscolo, 2007-2013. Revista Brasileira de Cancerologia, 2022; v. 68, n. 1, p. e–111520.
IARC. Colposcopy and treatment of cervical pre-cancer lesions: a beginner's manual. Chapter 1: Introduction. Lyon, 2017. Disponível em: https://screening.iarc.fr/colpochap.php?chap=1&lang=4. Acessado em 15 de novembro de 2024.
CLARO IB, et al. Análise dos Motivos de Insatisfatoriedade dos Exames Histopatológicos do Colo do Útero no Sistema Único de Saúde, Brasil, 2014 a 2017. Revista Brasileira de Cancerologia, 2021; 67(3): e081299.
HERGET AR, et al. Analysis of the coefficients of cytological examination performed and altered in Paraná. Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online, Rio de Janeiro, Brasil, 2021; 12: 1125–1131.
MAGALHÃES JC. et al. Evaluation of quality indicators of cervical cytopathology tests carried out in a municipality of Paraná, Brazil. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, 2020; 56: e2282020.
MARANGON GB, et al. Cell representation in cytopathological examinations of the cervix: Representação celular em exames citopatológicos do colo do útero. Concilium, 2024; 24(19): 227–234.
REOLON MC, et al. Cobertura de tamizaje de cáncer de cuello de útero en Uruguay, 2018. Rev. Méd. Urug., Montevideo, 2022; 38(4): e205.
SESPA. Pactuação interfederativa 2020 – 2023. 2020. Disponível em: http://www.saude.pa.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/Pactuacao-Interfederativa-2020-2023.pdf. Acesso em: 26 de outubro de 2024.
SILVA SM, ALVES RA. Estratégias Utilizadas para Melhorar a Qualidade dos Exames Citopatológicos. Revista Brasileira de Cancerologia, 2020; 66(1): e05104.
SILVA GA, et al. Avaliação das ações de controle do câncer de colo do útero no Brasil e regiões a partir dos dados registrados no Sistema Único de Saúde. Cadernos de Saúde Pública, 2024; 38(7).
SOUZA GRM, et al. Perfil do rastreamento do câncer do colo do útero em Campo Grande, Mato Grosso do Sul: um estudo avaliativo do período 2006-2018. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 2022; 31(2): e20211179.
SANTOS MAS, CONELLI DE. Análise dos indicadores de qualidade dos exames de citologia cervical do município de Caruaru/PE: Uma estratégia para incentivar o monitoramento da qualidade. Revista de Ensino Ciência e Inovação em Saúde, 2022; 3(3): 25-31.
TOMAZELLI JG, et al. Cobertura dos Sistemas de Informação dos Cânceres dos Cânceres do Colo do Útero e de Mama no Brasil, 2008-2019. Rev Bras Cancerol. 2022.
VITTO MF, et al. Avaliação de indicadores da qualidade da coleta de esfregaços citopatológicos cervicovaginais. RBAC, 2022; 54(4): 414-418.
